Consumidora encontra ‘corpo estranho’ em molho refogado de tomate da Predilecta

 Molho de tomate? Conteúdo do molho refogado Predilecta comprado pela decoradora Elizabeth / Rafaella Torres Foto: Rafaella Torres

No último dia 4, a decoradora Elizabeth Avellar estava preparando um almoço para filha e os netos. Ao tentar colocar o molho refogado de tomate da marca Predilecta na panela, percebeu que havia algo duro dentro da embalagem. Insistiu, achando que o conteúdo estava rígido, talvez congelado, por estar na geladeira há dois dias. Quando o molho saiu da embalagem plástica, no entanto, era algo estranho e que não se parecia com nenhum dos ingredientes do produto.

— Fiquei apavorada. Saiu algo que eu não sei nem descrever o que é. A primeira coisa que fiz, foi olhar o prazo de validade e estava dentro do permitido. Minha filha sugeriu fotografar tudo e mandar para a empresa. E eu decidi não tirar tudo de dentro da embalagem para levar o conteúdo para ser submetido a um teste — conta Elizabeth.

A primeira reação de Rafaella Torres, filha de Elizabeth, foi fotografar o que saiu da embalagem, assim como os principais dados do produtos, como o lote (L 134 S/R T) e a validade (junho de 2014). No mesmo dia, um sábado, tentou contato telefônico com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da Predilecta. Mas como o canal de comunicação só funciona de segunda a sexta-feira, decidiu mandar um e-mail.

— No site, há um campo para enviar anexo. Mas não consegui enviar as fotos tiradas de jeito nenhum. Por isso, optei por mandar apenas a mensagem contando o que ocorreu. Até agora, ninguém entrou em contato comigo, não responderam à mensagem — afirma Rafaella. — Fiquei muito decepcionada. Fiquei realmente assustada. Eu também usava esta marca. Agora, Predilecta nunca mais.

Decidida a não desistir de entender o que havia ocorrido, Elizabeth guardou a embalagem e o que havia saído dela até a semana passada. Mas, frente à falta de resposta da Predilecta e à falta de tempo, acabou desistindo e jogou tudo no lixo.

— O pior é que antes eu já havia usado o molho e cozinhado para mim. Ou seja, comi aquele molho contaminado. A gente come coisas lacradas o tempo inteiro. E isso acabou com o nosso almoço em família, ninguém mais quis comer. Acabamos comendo macarrão passado só na manteiga — diz a decoradora.

Procurada diversas vezes desde a semana passada sobre o corpo estranho encontrado pela decoradora Elizabeth dentro do molho refogado, a Predilecta não enviou qualquer resposta ao GLOBO.

Segundo a diretora de Atendimento do Procon-SP, Selma do Amaral, ao encontrar algo estranho em um alimento ou medicamento, a primeira coisa a fazer é não consumi-lo mais. Além disso, é preciso anotar todos os dados da embalagem, especialmente o número de lote, pois ele fornece informações importantes sobre o procedimento de produção, para passá-lo às autoridades sanitárias e aos órgãos de defesa do consumidor.

— Além de fotografar, se possível, é preciso entrar em contato com o fabricante, já que pode haver um problema em todo um lote e mais pessoas podem estar em risco. A empresa precisa ser notificada para verificar o que houve. Pode haver falhas, por exemplo, no processo de fabricação. Temos casos bem recebidos pelo fabricante, que reviu o processo de produção e mudou. E, dependendo do caso, podem ser necessários laudos e até mesmo perícia.

Polpa de tomate com pelo de animal

Ao ser perguntada sobre o pelo de animal encontrado em polpa de tomate da mesma marca, na semana passada, Elizabeth desabafa:

— Não encontro palavras para uma história dessas. Uma empresa assim deve ficar fechada. Isso é um crime. É um absurdo. Nunca mais vou comprar essa marca, não quero nada produzido por ela. E se o que encontrei fosse líquido e estivesse totalmente misturado ao molho? Comeríamos algo impróprio sem nem saber.

No último dia 16, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio determinou a suspensão de venda e uso do lote 390 M23 SA da polpa de tomate natural da marca Predilecta, com validade até 30 de setembro deste ano, depois de encontrar pelo de animal no alimento em teste de Pesquisa de Matérias Estranhas. Todos os estabelecimentos comerciais no estado foram orientados pelo órgão a retirar o produto das prateleiras. Além disso, as vigilâncias sanitárias das secretarias municipais de saúde devem inspecionar supermercados para verificar se a determinação está sendo cumprida. De acordo com a secretaria, o teste não especificou de qual animal era o pelo.

Sobre o teste que identificou pelo de animal na polpa de tomate, a fabricante disse que não foi notificada e, por isso, não se pronunciaria a respeito.

O que fazer ao identificar algo estranho num alimento

Segundo Selma, do Procon-SP, não responder ao consumidor diz muito contra a empresa, já que é preciso ter garantia de qualidade em toda a cadeia de produção alimentar e a informação é essencial.

Já o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) lembra que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) dispõe no artigo 8 que “os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores”, entretanto, verifica-se que frequentemente os consumidores têm sofrido com o descaso apresentado por algumas empresas no que diz respeito à segurança do produto colocado no mercado.

— O CDC estabelece que o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de fabricação, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos — explica o advogado do Idec Daniel Mendes.

De acordo com o Idec, o consumidor que encontrar o produto fora das condições esperadas para o consumo, deve trocá-lo ou requerer o ressarcimento do valor pago ao estabelecimento onde o adquiriu, apresentando o comprovante de compra do produto (nota ou cupom fiscal). Caso o consumidor tenha o produto, mas não possua o comprovante de compra, deverá entrar em contato com a empresa fabricante e requisitar o ressarcimento do valor pago. Cabe ainda, mesmo que o consumidor tenha sido ressarcido do valor pago, informar o SAC da empresa responsável, para as medidas necessárias sobre o referido lote, para que mais pessoas não sejam prejudicadas.

O consumidor que tiver consumido o produto e sofrido danos em decorrência de sua adulteração poderá ingressar com ação judicial para requerer uma indenização. Neste caso, o consumidor deverá invocar o artigo 12 do CDC. A legislação garante que o consumidor lesado seja inteiramente ressarcido, portanto, caso ele tenha sido internado, ou tenha gasto dinheiro com remédios, ele também terá o direito ao ressarcimento desses valores.

Segundo a Superintendência de Vigilância Sanitária do Estado do Rio, em casos como o citado, o consumidor deve entrar em contato com a vigilância sanitária do município para formalizar a denúncia, por meio telefônico ou eletrônico. Em nota, informou que, preventivamente, os órgãos municipais de vigilância sanitária devem realizar, por rotina, a coleta de vários produtos alimentícios disponíveis no mercado no intuito de verificar sua qualidade. As fábricas também são periodicamente inspecionadas pelas vigilâncias sanitárias estadual ou municipal, quando é verificado se são respeitadas as boas práticas de fabricação.


http://oglobo.globo.com/defesa-do-consumidor/consumidora-encontra-corpo-estranho-em-molho-refogado-de-tomate-da-predilecta-8446276

Consumidor deve ficar atento às compras em supermercados

O consumidor deve ficar atento às compras em supermercados. O alerta é do especialista em consumo Dori Boucault. A atenção, segundo ele, vai além da validade dos produtos. Existe ainda a preocupação em relação a problemas de saúde. É o caso da dona de casa Edilene Santos. Ela teve problemas ao comprar um sabão em pó.
“Quando abri a caixa senti que o cheiro do produto estava diferente. De repente aquele produto entrou no meu nariz e garganta e eu passei mal”, detalha a mulher. Com a nota fiscal em mãos, ela levou o produto de volta ao supermercado. O problema é que eles não quiseram trocar. “Disseram que só

iam trocar se a caixa estivesse fechada”, explicou a dona de casa.

O supermercado orientou a mulher a entrar em contato com o fornecedor, conforme explicou o gerente Carlos Eduardo Oliveira: “Neste caso a gente pede para que o cliente entre em contato com o fornecedor. Se o produto estivesse fechado nós trocaríamos”, detalha.
Representantes do produto vieram até a casa da mulher, mas para a surpresa dela, eles tentaram oferecer um sabão em pó de qualidade inferior. “O que eu queria mesmo era saber o que aconteceu. Porque eu fiquei passando mal com o cheiro estranho do produto”, disse a mulher.
De acordo com Dori Boucault o supermercado tinha que trocar o produto. “É impossível dar uma alegação que não troca porque a pessoa abriu. Afinal, o consumidor precisa abrir e, depois disso detectar o problema. Nestes casos, é bom fotografar o produto estragado”, detalha.
Dori diz ainda que neste a consumidora poderia ser indenizada. “Os fornecedores não teriam de trocar o produtor por um outro de qualidade inferior. Além disso, eles tinham que indenizar a mulher com remédios, já que ela passou mal. Cabia uma ação cível e administrativa.”

http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2013/05/qconsumidor-deve-ficar-atento-compras-em-supermercados.html

Mulher diz ter encontrado larvas em seis bombons durante a Páscoa

Nutricionista de São Vicente, SP, encontra larvas dentro de bombons (Foto: Mônica Gouveia da Silva / Arquivo Pessoal)
A nutricionista Mônica Gouveia da Silva, moradora de São Vicente, no litoral de São Paulo, tirou fotos de bombons “Sonho de Valsa” com larvas entre a casca e o recheio. Ela enviou as imagens pelo VC no G1 reclamando que comprou seis bombons para a Páscoa e todos estavam com os bichos.
Mônica conta que comprou os chocolates com seus companheiros de trabalho e que os produtos estavam dentro do prazo de validade. “Quando abri a embalagem, vi que ele estava meio estranho. Parecia que o chocolate estava esfarelado. Aí eu já não quis mais comer”, explicou. Segundo a nutricionista,

quatro pessoas chegaram a degustar os bombons. “O pessoal não sabe se tinha larva ou não. Mas quem comeu vomitou para evitar algum problema”, relata.

Mônica revela que voltou ao mercado em que comprou os chocolates e que fez uma reclamação. “O mercado abriu um novo lote e nos deu bombons, mas eu ainda não comi. A gente fica com um pouco de receio e mesmo novo eu não consumi. Eu já tenho uma maior preocupação com alimentação porque eu sou nutricionista. Quando acontece esse tipo de coisa a gente fica mais cauteloso ainda”, explica.
A internauta explicou que entrou em contato com a empresa produtora do bombom, que retornou a ligação dias depois. “Eu disse que não queria nada. Então perguntei sobre o procedimento que eles iam tomar com relação ao lote, mas eles disseram que não podiam informar, pois era procedimento da empresa. Confesso que fiquei triste”, finaliza.
Nota da Redação: Em nota, a Mondelēz Brasil, que responde pela Lacta, lamenta situações como a relatada pela consumidora. A empresa afirma que possui rigorosos controles de qualidade que garantem que os produtos saiam das fábricas em perfeitas condições de consumo. Infestações como as relatadas podem ocorrer caso, nos pontos de venda, os produtos sejam armazenados ou expostos de maneira inadequada. Neste caso, segundo a nota, existe o risco de que as embalagens sejam perfuradas por insetos, ainda que de forma imperceptível.O morador de Santos, no litoral de São Paulo, Felipe Alvarez Zarraquino, tirou fotos de uma caixa da bombons da Garoto que comprou no fim de semana de Páscoa e que estavam mofados. Ele enviou as imagens pelo VC no G1 reclamando que os produtos estavam com aspecto de velho. Zarraquino disse que seus amigos consumiram os produtos. “Todos eles sentiram um gosto horrível”, afirma.
A Chocolates Garoto informa que está entrando em contato com o consumidor para agendar a retirada do produto para a devida análise. Somente após o resultado da avaliação da amostra será possível prestar quaisquer informações ao consumidor.
A empresa ressalta que a segurança e a qualidade dos produtos são uma prioridade inegociável para a Chocolates Garoto, por isso, a produção segue rigorosos padrões que impossibilitam esse tipo de ocorrência no processo de fabricação.

http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2013/04/mulher-diz-ter-encontrado-larvas-em-seis-bombons-durante-pascoa.html

Procon alerta sobre os direitos do consumidor nas compras de Páscoa

Na hora de ir às compras para a Páscoa, muita gente deixa de verificar se o produto que está levando para a casa está dentro do prazo de validade ou se foi armazenado corretamente.  Para evitar problemas e dor de cabeça, o Procon de Tatuí (SP) orienta os consumidores para estarem atentos a esses itens.
Segundo o coordenador do órgão na cidade, Adilson Diniz Vaz, as recomendações são válidas tanto para a compra dos ovos de chocolate industrializados, ovos caseiros e também no caso de levar para a casa peixes. Vaz recomenda que

nos casos dos ovos, o consumidor deve observar, além da validade dos produtos, se eles estão bem embalados e em ambientes adequados. No caso dos caseiros, é importante verificar se eles são feitos dentro de padrões de qualidade e higiene. Sobre os ovos voltados para o público infantil, principalmente os que trazem brinquedos, o consumidor tem direito em reclamar em caso de produtos danificados. Também é preciso observar a indicação etária das peças. “Ocorre que muitas vezes o brinquedo chega danificado. Portanto, a primeira recomendação ao comprar esse tipo de ovo de chocolate é chegar em casa e verificar se há algum problema com o brinquedo. Se houver, deve pegar a nota fiscal e se dirige até o comércio e relatar a reclamação. Não sendo resolvido, o consumidor deve procurar o Procon para tomar as devidas providências. Os pais também não devem deixar de observar sobre a qualidade dos brinquedos. Todos devem estar certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e ser compatível à idade da criança que recebeu o presente”, diz.

Além dos chocolates, a compra de peixes, que também tem aumento nessa época da quaresma, deve ter cuidados parecidos. O Procon orienta que o consumidor também fique atento ao prazo de validade, a higiene do local que vende e ao armazenamento. Os peixes congelados, por exemplo, devem ser mantidos em freezeres, mas que não estejam superlotados. Os produtos e o comércio devem ter registros dos órgãos de fiscalizações competentes. O bacalhau, que tem maior procura nesta época, deve ter a procedência identificada.
Se o consumidor perceber que os produtos não são vendidos de maneira correta, o indicado é denunciar o caso ao órgão. “E mesmo após a compra, se o consumidor encontrar o produto com a validade vencida ou com alguma suspeita, ele deve se dirigir ao Procon com a nota fiscal para resolver a questão”, ressalta Vaz.

http://consumidorbahia.blogspot.com.br/2013/03/procon-pb-orienta-consumidor-que-tem.html

Casal é indenizado por ingerir pão mofado

A Quarta Turma Recursal do Rio manteve, por unanimidade, sentença de primeira instância que condenou a Wickbold a pagar R$ 6.357,96, por danos morais e materiais, a um casal que consumiu pão mofado.

No processo, Gláucio Moura e Sheila Andrade contam que compraram dois pacotes de pães tipo bisnaguinha da marca Wickbold. Após comerem os pãezinhos, que estavam dentro do prazo de validade, os dois passaram mal e foram parar no hospital, onde ficou diagnosticado que eles estavam com gastroenterite infecciosa aguda atribuída a infecção alimentar.

Em sua defesa, o réu alegou que, ao se depararem com a “mancha de mofo”, os autores da ação deveriam ter entrado em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da empresa para que fosse realizada a troca do produto.

Inicialmente, o casal processou, além da Wickbold, também o estabelecimento onde foram comprados os pães. Porém, o juiz Victor Silva dos Passos Miranda, do Juizado Especial Cível de Vassouras, extinguiu o feito, sem julgamento de mérito, em relação ao mercado por ser a matéria da lide de “fato do produto”, portanto, apenas o produtor deveria figurar no pólo passivo da ação.

Cada um dos autores da ação vai receber R$ 3.110,00, mais R$ 68,98 correspondentes aos gastos comprovados que tiveram com remédios (R$ 63,00) e o que pagaram pelos dois pacotes de pães (R$ 5,98).

Julgaram na Turma Recursal os juízes Vanessa de Oliveira Cavalieri Felix, relatora do processo; Flavio Citro Vieira de Mello e João Luiz Ferraz de Oliveira Lima.

http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35354,.html