Consumidores passam 43 dias de suas vidas na espera do call center, diz pesquisa

Uma pessoa gasta cerca de 43 dias de sua vida esperando por respostas em call centers. De acordo com a pesquisa Consumer Service Research, da empresa de pesquisa de mercado Research Now, feita em parceria com a consultoria Talk To, elaborada com 500 consumidores do mundo todo, metade dos entrevistados que utilizam call center gastam entre 10 e 20 minutos por semana aguardando resposta de um atendente. Isso representa 13 horas por ano, totalizando a média de 43 dias de vida.


Além disso, o estudo mostrou que 50% das pessoas afirmaram que os atendentes não são qualificados o bastante para ajudar os consumidores. Sendo assim, quase metade dos usuários (48%) acreditam ser inútil contatar um call center para resolver seus problemas.


No geral, 86% dos entrevistados da pesquisa disseram ter sido “orientados” a esperar quando precisaram de um call center nos últimos meses. “A triste verdade é que estamos envelhecendo na espera do call center”, relatou a Talk To.


Segundo o site do jornal Huffington Post, o CEO da Talk To, Stuart Levinson, disse que pesquisas como esta mostram o mal funcionamento do telefone como canal de atendimento ao consumidor. O estudo apontou ainda que 58% dos consumidores se sentem frustados por esperar tanto tempo por auxílio.


Mais de 15 horas de espera


Ainda de acordo com o Huffington Post, um setor de destaque em segurar o cliente na linha é o da aviação civil. Um australiano chegou a ficar 15 horas, 40 minutos e 1 segundo na linha para ser atendido por uma companhia aérea.


“Tem que haver uma maneira melhor de obter respostas das empresas”, argumentou a Talk To na pesquisa.






http://www.endividado.com.br/noticia_ler-34946,consumidores-passam-43-dias-suas-vidas-na-espera-do-call-center-diz-pesquisa.html

Consumidor será indenizado por esperar em fila de banco mais que o previsto em lei

O Banco Santander Brasil S. A. terá que indenizar um consumidor que permaneceu cerca de 1h20 numa fila à espera de atendimento. O banco recorreu da decisão proferida pelo Juizado Especial Cível do Riacho Fundo, mas a sentença foi mantida pela 3ª Turma Recursal do TJDFT.


A senha de atendimento juntada aos autos revela que o autor compareceu à unidade operacional do réu, às 11h26 do dia 7 de dezembro do ano passado. Outro documento, juntado por cópia, comprova que a operação bancária solicitada – um saque em conta corrente – só foi concluída às 12h47 daquele dia. O autor sustenta que tal situação afronta os direitos do consumidor e a Lei Distrital n. 2.547/2000, tendo lhe causado transtornos e prejuízos.


Em contestação, o banco alega que o fato de o consumidor esperar na fila por tempo superior ao previsto na Lei Distrital n. 2.547/2000 não gera dano moral. Afirma que não está sujeito aos termos da referida lei e, ainda, que não houve a comprovação do alegado dano.


Ao analisar o feito, porém, o juiz explica que “os serviços bancários, apesar de submetidos ao regime de liberdade de mercado, não escapam à atividade interventiva do poder público”.  A esse respeito, o Colegiado acrescenta: “O Distrito Federal ao legislar sobre o tempo de atendimento ao público nas agências bancárias exerce competência definida no art. 30, I, da Constituição Federal de 1988, ou seja, de interesse local, não dizendo respeito ao funcionamento do Sistema Financeiro Nacional (arts. 192 e 48, XIII, da CF/88) ou regular atividade bancária (art. 22, VII, da CF/88)”.


Para o juiz, “atitudes de descaso como essa devem ser combatidas pela ordem jurídica, sob pena de consagrar-se o arbítrio nas relações jurídicas em que, por questões técnicas ou econômicas, haja o predomínio de uma parte sobre a outra”.


Assim, constatado o atraso na prestação do serviço, quase o triplo do tempo máximo de trinta minutos estipulado pela Lei Distrital 2.547/00, “não há razoabilidade na pretensão de equiparar-se o abuso aí identificado a um aborrecimento corriqueiro, próprio da vida em sociedade”, concluiu o julgador.


Diante do exposto, o magistrado julgou procedente o pedido, para condenar o réu a pagar ao autor, a título de reparação por anos morais, o valor de R$ 2.000,00, sobre o qual incidirão correção monetária e juros de mora.





http://www.endividado.com.br/noticia_ler-34947,.html