Debatedores pedem realocação de verbas para tratamento do câncer de colo de útero

Participantes de debate na Comissão de Seguridade Social e Família criticaram nesta terça-feira (28) a metodologia usada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para reembolsar os hospitais especializados no tratamento do câncer de colo de útero.

Segundo a presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), Angélica Nogueira, falta racionalidade na alocação do dinheiro público por meio da Apac (Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade) – instrumento que gera a fatura do tratamento de quimioterapia dos pacientes da rede pública de saúde.

“No tratamento da doença localmente, o hospital recebe R$ 1.200, que custeia o remédio Cisplatina (usado na quimioterapia). Na doença avançada, em que se usam dois remédios, a Apac é de R$ 500 por mês. É estranho para a gente entender isso, porque onde eu gasto mais remédio é onde eu tenho menos recursos”, destacou Nogueira.

Desigualdades regionais
Segundo o Ministério da Saúde, existem 285 hospitais no País habilitados para tratar casos de câncer de colo de útero. Entretanto, desse total, apenas 10 estão localizados na região Norte, que tem a maior taxa de mortalidade do País, com 11,51 mortes por 100 mil mulheres.

Esse dado chamou a atenção do presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Gustavo Fernandes, que sugeriu o remanejamento do dinheiro para regiões com maior mortalidade da doença e onde a população mais pobre não tem acesso ao tratamento.

“Se existe uma sobra muito grande em algumas Apacs e falta em outras, talvez fosse o caso de tirar o dinheiro de onde sobra e de colocar o dinheiro onde falta”, disse Fernandes, ao alertar que, no Amapá e em Roraima, ainda não existem aparelhos de radioterapia, apesar do aumento dos casos da doença.

Ainda segundo ele, para incorporar novas tecnologias ao tratamento e evitar lucros irregulares, o SUS deveria fazer uma compra central, como já é feito com os aparelhos de radioterapia.

“Se for comprar o aparelho de radioterapia um por um, certamente você vai pagar mais caro e certamente vai haver algum lucro no meio que se pode evitar se fizer uma compra central”, afirmou Gustavo Fernandes.

Investimentos
A representante do Ministério da Saúde na audiência, Maria Inês Gadelha, destacou que o governo federal investe R$ 2 bilhões por ano no tratamento da doença. “A quimioterapia do câncer só perde em termos de repasse para a terapia renal substitutiva”, declarou.

Maria Inês Gadelha informou que, dos 306 equipamentos de radioterapia existentes no País, 286 atendem ao SUS. “A distribuição tem sido feita de forma progressiva”, disse.

Para a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), o Congresso tem o dever de agir para frear o avanço da mortalidade dessa doença.

“A gente tem esse papel de estimular, por meio de emendas parlamentares, a aquisição dessas soluções para que todos tenham acesso a cirurgia, quimioterapia e radioterapia”, disse Carmen Zanotto.

Prazo de tratamento
A parlamentar também questionou os especialistas sobre o cumprimento da lei federal que estabelece um prazo máximo de 60 dias para que pessoas com câncer iniciem o tratamento no SUS.

A médica Angélica Nogueira afirmou que a lei não é cumprida e relatou que muitas mulheres viajam para outros estados, mesmo com a saúde debilitada, para dar continuidade ao tratamento. Segundo ela, o atraso de uma semana na braquiterapia (que complementa a quimio) resulta em queda de 1% na estimativa de vida da paciente.

O câncer de colo de útero é o terceiro tipo de tumor que mais mata mulheres no País. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 16.340 mulheres serão diagnosticadas com a doença neste ano.

Uma das formas de facilitar a cura da doença é o diagnóstico precoce por meio do exame Papanicolau, recomendado para mulheres entre 25 a 64 anos. Em 2014, 98,4% dos municípios confirmaram ter realizado esse teste. Ainda assim, essa estimativa não revela em que faixas de renda e de idade se concentraram as amostras.

A audiência desta terça-feira foi realizada pela Comissão de Seguridade em conjunto com a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O debate foi sugerido pela deputada Carmen Zanotto e pelo deputado Geraldo Resende (PSDB-MS).

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Pierre Triboli

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Companhia aérea passa a cobrar passagem de acordo com o peso do passageiro e da bagagem

A Samoa Air é a primeira empresa aérea do mundo a adotar o sistema “pague quanto você pesa”, de acordo com informações do jornal australiano The Sydney Morning Herald. 

A partir de agora, ao invés de pagar por um assento, os passageiros são cobrados por um preço fixo por quilo, tanto do passageiro quanto da sua bagagem, que varia dependendo da duração do trajeto: US$ 1 por quilo na rota mais curta e cerca de US$ 4,16 por quilo para viagens mais longas, como entre as ilhas de Samoa e Samoa americana. 

Pelo novo sistema, os passageiros devem informar o seu peso e o da sua bagagem ao reservar uma passagem pela internet. Os passageiros serão pesados na área de embarque do aeroporto para provar que não estavam mentindo na hora da compra. 

O executivo-chefe da Samoa Air, Chris Lagnton, disse a uma rádio que essa será a maneira de viajar no futuro, por ser mais justa, já que não há uma taxa extra para excessos de bagagens, por exemplo. Além disso, o executivo afirmou que a atitude fará com que as famílias com crianças pequenas economizem nas viagens. Segundo o executivo, a atitude pode estimular a conscientização sobre a saúde e a obesidade, já que Samoa possui altos índices de doenças relacionadas ao excesso de gordura. 

Ainda de acordo com a publicação, algumas companhias aéreas obrigam os passageiros obesos que não cabem em um único assento a pagar por dois lugares, mas essa é a primeira vez que uma cobrança por quilo é usada por uma empresa aérea.


http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35466,.html

Procon-PB orienta consumidor que tem suco da marca Ades em casa

O secretário executivo do Procon da Paraíba, Marcos Santos, disse na manhã desta quarta-feira (20) que consumidores que ainda tenham sucos de soja da marca Ades em casa devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (Sac) da Unilever, empresa responsável pelo suco, ou levem o produto, acompanhado da nota fiscal, até o estabelecimento onde comprou o produto. “O Código de Defesa do Consumidor é claro: o consumidor não pode colocar em risco a sua saúde. Nesses casos, o supermercado ou o estabelecimento comercial tem a obrigação de aceitar a devolução”, afirmou.Marcos Santos explicou ainda que o consumidor tem duas opções quando da devolução. “O consumidor deve receber o dinheiro de volta

ou pegar outros produtos pelo valor equivalente ao que gastou”, explicou. O secretário executivo do Procon estadual frisou ainda a necessidade para que a população não consuma esse tipo de produto. “É necessário que os consumidores paraibanos sigam a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não consumam nenhum suco da marca Ades. Os consumidores da Paraíba devem esperar o resultado da inspeção que a Anvisa deve fazer nesta quarta-feira (21) na fábrica da Unilever.

Na segunda-feira (18), uma mãe procurou a 9ª Delegacia Distrital, em Mangabeira, para fazer um boletim de ocorrência após o filho, de 7 anos, apresentar queimaduras na região labial após tomar um suco de uva da marca Ades. O delegado Magno Toledo disse que solicitou um exame ao Instituto de Medicina Legal da Paraíba para se descobrir se a queimadura apresentada pela criança tem relação com a ingestão do suco.
A criança, ainda de acordo com o delegado, não apresentava outros sintomas além da queimadura. “No entanto, pedi para que a mãe fizesse exames no Instituto de Medicina Legal, porque se queimou os lábios, e se essa queimadura foi causada pela ingestão do suco, certamente comprometeu outros órgãos da criança, como o esôfago, por exemplo”, acrescentou.
Apesar disso, através de nota, a Unilever, que tem respondido pela Ades sobre o assunto, comunicou que o problema de qualidade limita-se a 96 unidades de Ades sabor maçã, 1,5 litros, lote AGB25, produzidas na linha TBA3G na fábrica de Pouso Alegre e distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A assessoria informou ainda que já tomou conhecimento do caso paraibano, mas que não há comprovação de que o suco de uva tenha causado problemas.
Primeiro dia de operação

O secretário executivo do Procon estadual disse que, no primeiro dia de operação para a retirada das prateleiras de sucos da marca Ades, foram recolhidos quase 600 litros de suco. “É um número que nós consideramos satisfatório. Com a divulgação da imprensa sobre a determinação da Anvisa para que fossem recolhidas todos os sabores, e não apenas o de maçã, muitos supermercados, os de rede, se anteciparam à nossa visita e recolheram o produto”, disse.

Marcos Santos informou ainda que a operação acontece também nesta quarta-feira. “Porém, vamos nesse segundo dia mudar o foco da nossa operação para garantirmos o bem -estar dos consumidores paraibanos”, declarou.

http://br.noticias.yahoo.com/justi%C3%A7a-determina-mcdonalds-deixe-funcion%C3%A1rios-levar-comida-casa-184700928–finance.html