Tentativas de fraude contra o consumidor sobem 5% no 1º trimestre

O setor de telefonia passou os serviços e assumiu o primeiro lugar nas tentativas de fraude contra o consumidor no primeiro trimestre deste ano e representou 39% do total das 507.546 tentativas, aponta nesta segunda-feira (6) o indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes. Houve um crescimento de 5,14% em relação ao primeiro trimestre de 2012, em que foram registradas 482.756 tentativas de fraude.
No período, a cada 15,3 segundos, um consumidor brasileiro foi vítima da tentativa de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados

pessoais são usados por criminosos para obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos ou fazer um negócio sob falsidade ideológica, diz a Serasa.

O setor de telefonia registrou 195.894 casos de tentativas de fraude. Em segundo lugar aparece o setor de serviços, que inclui seguradoras, construtoras, imobiliárias e serviços em geral (pacotes turísticos, salões de beleza etc), com 154.005 casos (30% do total). Em terceiro lugar está o setor de bancos e financeiras, com 106.514 casos (21% do total), e depois vem varejo, com 42.593 casos (8% do total). Os demais setores tiveram 8.540 tentativas, 2% do total no período.
Em igual período de 2012, o setor de serviços liderava o ranking com 34% do total de tentativas de fraude, seguido de telefonia (30%), bancos e financeiras (20%), varejo (13%) e demais setores (2%).
“É comum as pessoas fornecerem seus dados pessoais em cadastros na internet sem verificar a idoneidade e a segurança dos sites. Os golpistas costumam comprar telefone para ter um endereço e comprovar residência, por meio de correspondência, e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas. Normalmente eles usam os cartões e cheques para dar golpes”, diz a Serasa, em nota.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/05/tentativas-de-fraude-contra-o-consumidor-sobem-5-no-1-tri.html

ESTACIONAMENTO NÃO TEM RESPONSABILIDADE PELA SEGURANÇA DO CLIENTE, APENAS DO VEÍCULO, DIZ STJ

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que não é possível responsabilizar empresa de estacionamento por assalto à mão armada sofrido em seu pátio por cliente que teve pertences roubados. Ao se dirigir a uma agência bancária em São Paulo para sacar R$ 3 mil, o usuário utilizou estacionamento que, segundo ele, era destinado a clientes do banco. Quando retornou, já dentro do estacionamento, foi assaltado. Foram levados seus óculos de sol, o relógio de pulso e o dinheiro sacado. O ladrão não levou o veículo.
De acordo com a Terceira Turma, nesses casos, o roubo armado é bastante previsível pela própria natureza da atividade, sendo risco inerente ao negócio bancário. Por isso, quando o estacionamento está a serviço da instituição

bancária, a empresa que o administra também responde, solidariamente com o banco, pelos danos causados aos consumidores, já que integra a cadeia de fornecimento.

Entretanto, o convênio entre os estabelecimentos não foi reconhecido pelo tribunal de segunda instância, situação que impede a análise do fato pelo STJ, pois a Súmula 7 do Tribunal não permite o reexame de provas no julgamento de recurso especial. Além disso, o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a posição da primeira instância, declarando que se tratava de estacionamento privado, independente e desvinculado da agência bancária. Também confirmou a tese de que não houve defeito na prestação do serviço, já que a obrigação da empresa se restringia à guarda de veículos.
Inconformado com a decisão de segundo grau, o cliente recorreu ao STJ. Alegou violação aos artigos 14 do Código de Processo Civil (CPC) e 927, parágrafo único, do Código Civil, e ainda divergência jurisprudencial. Contudo, a Terceira Turma não observou as violações mencionadas. Como não foi reconhecido vínculo entre as empresas, o que afasta a responsabilidade solidária, o estacionamento se responsabiliza apenas pela guarda do veículo, não sendo razoável lhe impor o dever de garantir a segurança do usuário, sobretudo quando este realiza operação sabidamente de risco, consistente no saque de valores em agência bancária.

http://legiscenter.jusbrasil.com.br/noticias/100493446/estacionamento-nao-tem-responsabilidade-pela-seguranca-do-cliente-apenas-do-veiculo-diz-stj

Tentativas de fraude contra consumidor batem recorde em 2012

A Serasa Experian registrou 2,14 milhões de tentativas de fraudes contra o consumidor em 2012, maior número desde 2010, quando a começou a medição, informou a empresa de análise de crédito nesta segunda-feira.
Segundo a empresa, o resultado do ano passado mostra que a cada 14,8 segundos um consumidor brasileiro foi vítima de tentativa de roubo de identidade, em que criminosos usam dados pessoais de outras pessoas para aplicarem golpes na emissão de cartões de crédito, abertura de contas correntes e compra de bens.
Em 2011, a Serasa detectou 1,96 milhão de tentativas de fraude e em 2010 foram 1,87 milhão.
O setor de telefonia assumiu a liderança em 2012 com

749.213 casos de tentativas de fraude, 35 por cento dos registros, enquanto o de serviços, que lideravam antes, fecharam o ano com 746.318 casos.

Houve queda nas tentativas de fraude nos bancos, para 18 por cento em 2012 ante 26 por cento em 2011, “por conta da retração na procura por crédito e crescimento em telefonia e serviços”.
“É comum as pessoas fornecerem seus dados pessoais em cadastros na Internet sem verificar a idoneidade e a segurança dos sites”, afirmou a Serasa em comunicado, acrescentando que “a popularização da Internet e das mídias sociais é apontada como um fator impulsionador desse tipo de ação criminosa”.
Segundo a empresa, os golpistas costumam comprar telefone para ter um endereço e comprovar residência, por meio de correspondência. A parti daí abrem contas em bancos para terem talões de cheque, cartões de crédito e acesso a empréstimos em nome de outras pessoas.
“Estão mais suscetíveis às fraudes os consumidores que tiveram seus documentos roubados. Com apenas uma carteira de identidade ou um CPF nas mãos de golpistas, dobra a probabilidade de ser vítima de uma fraude.” (Por Diogo Ferreira Gomes)
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/tentativas-de-fraude-contra-consumidor-batem-recorde-em-2012