Índice de confiança do consumidor tem leve queda em maio, diz FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 0,4% entre abril e maio deste ano, divulgou nesta sexta-feira (24) a Fundação Getulio Vargas (FGV), confirmando a acomodação sinalizada no mês anterior, quando o índice havia ficado estável após seis meses em queda.

Em maio, o indicador passou para 113,4 pontos, ligeiramente abaixo da média dos últimos 60 meses, de 114,8 pontos.

“A pesquisa de maio registra discreta melhora das avaliações dos consumidores a respeito das situações atuais da economia e das finanças pessoais”, cita a FGV, em nota.

O quesito que mede o otimismo com a situação financeira das famílias nos seis meses seguintes foi o que mais influenciou a queda da confiança neste mês.

A parcela de consumidores que projetam melhora da situação financeira das famílias diminuiu de 41,3% para 38,7% e a dos que preveem piora aumentou de 4,3% para 5%.

A proporção de consumidores que avaliam a situação atual como boa, porém, aumentou de 24,2% para 24,6%. A dos que a julgam ruim diminuiu de 12,1% para 10,8%.

O Índice da Situação Atual (ISA), contudo, avançou 0,9%, para 122,7 pontos (mantendo-se, no entanto, abaixo da média dos últimos cinco anos, de 127,5 pontos).

O Índice de Expectativas (IE) recuou 1,2%, para 108,3 pontos, ficando praticamente idêntico à média histórica de 108,0 pontos.

O indicador de satisfação com a situação financeira da família aumentou 1,5% em maio, de 121,1 para 113,8 pontos, nível superior à média dos últimos 60 meses, de 122,2.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/05/indice-de-confianca-do-consumidor-tem-leve-queda-em-maio-diz-fgv.html

Empresa é condenada a indenizar passageira acidentada no desembarque de coletivo

A 3ª Turma Recursal do TJDFT manteve sentença do Juizado Cível de Planaltina que condenou a Expresso São José a indenizar passageira acidentada em veículo da empresa. A decisão foi unânime.

Ao analisar os autos, a julgadora do Juizado de Planaltina destacou que “a responsabilidade do transportador é objetiva. Sua obrigação é de fim e não de meio, pois tem dever de levar seus passageiros incólumes a seu destino, inclusive observando-se o desembarque seguro. E não foi o que ocorreu no presente caso”.

Ela registra que ficou comprovado que a autora sofreu queda no desembarque do coletivo, efetuado pela porta traseira, no dia 28 de setembro de 2011, na BR 020, sentido Planaltina-Sobradinho/DF, pois o motorista retomou a marcha o veículo antes que ela estivesse em segurança na calçada.

Corroboraram o entendimento da magistrada, prova documental consistente no laudo do IML, ocorrência policial, relatório de atendimento junto à empresa ré, além de prova testemunhal contundente, que confirmaram a queda da autora do ônibus da Expresso São José, relatando, ainda, que a vítima ” estava sangrando pelos cotovelos, com a perna roxa e não conseguia andar”.

“O fato de a autora ter caído durante o desembarque é incontroverso”, concluiu a juíza, que acrescenta: “A causa foi a arrancada precipitada do veículo. A mera ocorrência do acidente, independentemente da culpa do transportador, implica inadimplemento contratual e o consequente dever de indenizar”.

Tendo por parâmetro critérios de razoabilidade e moderação, bem como as circunstâncias fáticas do caso concreto, em especial a repercussão do dano, considerando que a autora teve lesões de natureza leve, e a capacidade econômico-financeira das partes, a magistrada arbitrou em 4 mil reais o valor a ser pago à autora, a título de indenização por danos morais, e R$ 94,77, a título de ressarcimento por danos materiais.

http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35225,.html