Consumidor deve ficar atento a letras miúdas em anúncios, diz especialista

Consumidor deve ficar atento a letras miúdas em anúncios, diz especialista (Foto: Reprodução/TV TEM)
Especialistas em Direito do Consumidor alertam: prestar atenção nas letras miúdas no roda pé de propagandas pode evitar problemas na hora de fechar a compra. As informações trazem cláusulas restritivas, que podem representar armadilhas para o consumidor.
Em Sorocaba (SP), o chefe de fiscalização do Procon, José Antônio de Oliveira Junior, diz que as letras fazem parte das ações dos comerciais. Para ele, é importante que o consumidor seja bem informado. “É preciso que eles entrem em contato com as empresas, pelo site, por exemplo, ou observe bem as letras miúdas, para que assim ele tenha o máximo de informação possível”.
Nas letras pequenas dos anúncios publicitários é possível observar regras,

prazos e outras explicações que podem pesar no bolso.

O motorista Edevaldo do Carmo confessa que não presta a devida atenção. “Eu nunca leio. Se fui enganado, nem sei”, comenta.
De acordo com Fábio Cenci, advogado especialista em direito do consumidor, ainda são poucos os casos de reclamações. “Os órgãos fiscalizadores só podem autuar ao receber as reclamações, então é muito importante que o consumidor reclame ao ser desrespeitado”, ressalta o advogado.

http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/05/consumidor-deve-ficar-atento-letras-miudas-em-anuncios-diz-especialista.html

Óculos ‘de farmácia’ são acessíveis, mas consumidor deve ter atenção na hora de comprar

A venda de óculos de leitura em farmácias é cada vez mais comum, mas o consumidor deve abrir bem os olhos, antes de adquirir o produto nas drogarias.

Em dez estabelecimentos visitados pelo EXTRA, três ofereciam o acessório: Drogaria Venâncio, Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo. Os preços, entre R$ 24,90 e R$ 49,90, podem ser atraentes, mas o atendimento preocupa. Farmacêuticos não sabiam apontar como descobrir o grau ideal das lentes nem se os óculos também poderiam ser usados para ver de longe.

As “lentes de aumento” vendidas nas farmácias são indicadas apenas para casos de presbiopia, mais famosa como “vista cansada”. Mas os oftalmologistas recomendam seu uso somente em emergências.

Óculos podem deixar a vista desconfortável

A venda de óculos em farmácias é cercada de polêmica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autoriza a comercialização das “lentes de aumento” em drogarias, também condenada por especialistas. Segundo o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Marco Rey, o uso das lentes pode gerar desconforto.

— Além de ser comum o paciente ter graus diferentes nos dois olhos, quem não vai ao oftalmologista deixa de fazer exames que ajudam a diagnosticar diabetes e glaucoma, por exemplo.

A aposentada Mônica da Silva, de 52 anos, não abre mão da praticidade de seus óculos de farmácia.

— Eu levo eles sempre comigo, para me ajudar a ler a conta ou assinar algum documento na rua. Mas tomo cuidado para evitar leituras longas, porque sei que faz mal.

Abrafarma defende a autorização

O presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, defende a venda dos óculos de leitura nas drogarias. Segundo ele, o consumidor pega o acessório por sua própria conta:

— Ele é mais um quebra-galho. O farmacêutico não tem obrigação de conhecer todos seus aspectos, como não tem que ensinar a usar uma tinta de cabelo.

Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de alimentos e de produtos de conveniência nas drogarias. No ano seguinte, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu essa liminar e, desde então, as farmácias têm se guiado por leis estaduais, que autorizam a prática.

http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35524,.html

Queixa contra site de compra coletiva sobe 400%

O número de reclamações contra sites de compras coletivas aumentou mais de 400% no primeiro semestre de 2012 em comparação ao mesmo período do ano passado, resultando na aplicação de R$ 250 mil em multas.
A informação foi divulgada ontem pelo Procon-SP, que resolveu chamar algumas das maiores empresas do setor – Caldeirão de Ofertas, ClickOn, Clube do Desconto, Groupon, Peixe Urbano, Pesca Coletiva e Privalia – para assumirem um compromisso de melhoria nos serviços.
De acordo com Fátima Lemos, assessora técnica do Procon-SP, a entidade não pretende punir as empresas num

primeiro momento. “Não estamos aplicando nenhum tipo de sanção. A ideia é tentar uma harmonização com essas empresas, e elas têm nos procurado, sinalizando com melhorias”, afirma.

Em relação ao aumento das vendas de final de ano, Fátima reitera que o órgão seguirá monitorando as empresas. “Se houver uma demanda alta de reclamações, o Procon vai agir.”
Ranking. O Procon-SP divulgou também o ranking das empresas de compras coletivas que possuem o maior índice de reclamações. O Groupon lidera a lista, com 702 reclamações no primeiro semestre e um índice de solução de 70%.
Groupon, Peixe Urbano, Pesca Coletiva e Privalia afirmam já ter entrado em contato com o Procon, assumindo o compromisso de melhorias na prestação dos serviços. A Privalia destacou ainda que seu modelo de negócio é de clube de compras, e não compras coletivas. Caldeirão de Ofertas, ClickOn, Clube do Desconto e Tripz não foram localizados para comentar o assunto.
Segundo pesquisa da Fecomércio-SP divulgada em agosto, 63% dos paulistanos fazem compras pela internet, o que representa um aumento de 11% em relação ao ano passado.
A paulistana Renata Smirnow, 25 anos, é um exemplo, e já teve problemas com sites de compras coletivas. Ela afirma que comprou dois vestidos em julho e ainda não recebeu a mercadoria. O prazo de entrega previsto seria 10 de agosto. Renata diz ainda que, no passado, já tivera problemas com a mesma empresa. “Pelo menos na outra compra eles me enviaram um e-mail explicando o motivo da demora e entregaram o produto dentro do novo prazo estabelecido.”
Apesar da responsabilidade da prestação de serviço ser do site de compra coletiva, o Procon orienta o consumidor a verificar a empresa parceira antes de adquirir qualquer produto. 
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,queixa-contra-site-de-compra-coletiva-sobe-400-,934188,0.htm