Nokia e Motorola lideram ranking de reclamações no Procon

O Procon-SP divulgou hoje uma lista  com as marcas de celulares mais problemáticas entre os consumidores. A Motorola e a Nokia estão no topo, com 788 e 624 reclamações, respectivamente. A Nokia, apesar de estar no segundo lugar, apresentou uma taxa maior de resolução dos problemas: 66%, contra 53% da primeira colocada. 

As queixas contra a Motorola subiram 16% em comparação ao primeiro trimestre de 2012. No mesmo período, o número de reclamações contra a Nokia também cresceu, indo de 152 para 177.



Ranking de fabricantes de celulares com reclamações no Procon
Ranking de fabricantes de celulares com reclamações no Procon
 
A terceira colocada é a Samsung, com 567 reclamações. A coreana, porém, tem a melhor taxa de resolução de toda a lista: 95%. Na comparação entre 2012 e 2013, contudo, houve um aumento de 69% na quantidade de queixas.
Os principais problemas relatados pelos consumidores são vícios de qualidade, falta ou atraso na entrega do produto e descumprimento ou cancelamento do contrato.
Para o Procon-SP, os celulares no Brasil ainda apresentam “padrão de qualidade insatisfatório, com falhas de funcionamento e durabilidade abaixo das expectativas dos consumidores”. O órgão destaca que as empresas não dão um suporte adequado no pós-venda. “Se em determinados países trocar um celular com defeito é algo muito simples, aqui o consumidor precisa muitas vezes recorrer a um órgão público como o Procon ou até mesmo ao Poder Judiciário”, afirma Paulo Arthur Góes, diretor executivo da Fundação Procon-SP.

http://www.tudocelular.com/motorola/noticias/n28506/nokia-motorola-reclamacoes-procon.html

Wal Mart Brasil deve pagar indenização de R$ 3 mil por divulgar propaganda enganosa

A 5ª Turma Recursal do Fórum Professor Dolor Barreira manteve a sentença que condenou a Wal Mart Brasil Ltda. a pagar R$ 3 mil de indenização para L.C.N.A., vítima de propaganda enganosa. A decisão teve como relator o juiz Carlos Alberto Sá da Silveira.

Conforme os autos, em 26 de fevereiro de 2012, L.C.N.A. recebeu um e-mail da empresa que divulgava ofertas. Entre elas, celular Motorola Defry+ (MD526) por R$ 699,00, podendo ser pago em 15 vezes. Quando tentou efetuar a compra pelo site, o consumidor constatou que o aparelho custava R$ 200,00 mais caro.

Ele entrou em contato com a empresa, solicitando fazer o pagamento de R$ 699,00, mas não obteve nenhuma resposta. Ao ligar novamente, foi informado por atendente que só havia o referido aparelho no estoque, mas o valor de R$ 899,00.

Por esse motivo, L.C.N.A. ingressou na Justiça requerendo indenização por danos morais, além da venda do aparelho pelo preço e condições ofertados no e-mail. O 11º Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Fortaleza condenou a empresa a pagar R$ 3 mil de reparação moral, bem como determinou a venda do celular pelo preço anunciado.

Inconformada, a Wal Mart interpôs recurso (032.2012.907.627-2) pleiteando a reforma da sentença. Alegou que não praticou publicidade enganosa, tendo, portanto, conduta legítima.

Ao julgar o caso nessa sexta-feira (26/04), a 5ª Turma negou provimento ao recurso e manteve a decisão do Juizado, acompanhando o voto do relator. “Houve publicidade enganosa por parte da recorrente [Wal Mart], haja vista que esta anunciou produto por um valor e, na verdade, disponibilizou-se a vendê-lo por R$ 200,00 a mais”.

O juiz afirmou ainda que “a própria funcionária da empresa informou que o aparelho solicitado constava no estoque, não havendo motivos plausíveis para justificar a diferença de preço e negativa em efetuar a venda da forma publicizada”.

http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35709,.html