Porque comprar carro é tão caro?

Um dos sonhos de consumo de muito brasileiros com certeza é ter um carro na garagem e parar de depender do transporte publico. Mas, mesmo com o IPI reduzido, este bem continua com um valor alto, e quem tenta adquiri-lo acaba se metendo em dívidas por longos anos.


Por que será que um carro é tão caro no Brasil? Quantos e quais impostos fazem o preço desse bem cobiçado subir tanto? “Existe incidência de elevados tributos diretos e indiretos, o que eleva custo do veículo para chegar ao
consumidor final. Possuímos uma infraestrutura e logística que potencializam os valores e uma demanda por veículo ainda aquecida. Além disso, o dólar está em alta”, conta Milad Kalume Neto, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da JATO Dynamics do Brasil.


De acordo com relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado no final de 2012, o Brasil arrecada mais impostos e contribuições (federais e locais) do que a maioria dos países da América Latina. Enquanto a carga tributária no nosso país é de 32,4% do PIB, nos demais países analisados na América Latina ela é de 19,4%.


Mas a lista de tributos que encarecem não somente os carros, mas outros bens, ficará mais clara para nós ainda este ano. Isso porque, a partir de junho, todas as notas fiscais emitidas de qualquer produto deverão mostrar o quanto pagamos de tributos para os governos municipais e estaduais, além do federal. Essa lei já é um começo para que nós, consumidores, tenhamos a oportunidade de saber o quanto realmente vale o produto comprado.


As notas fiscais deverão trazer discriminados os valores de impostos. No caso dos carros, serão: 

ICMS: Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação


ISS: Imposto sobre serviço
IPI: Imposto sobre produto industrializado 
IOF: Imposto sobre operação financeira
PIS: Programa de Integração Social
Cofins: Contribuição social para financiamento da Seguridade Social
IR: (Imposto de Renda)
IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores)


Todos esses impostos incidem no carro que sai da concessionária, e são variáveis de acordo com o modelo. E o bem pode ficar ainda mais caro se você pretende equipá-lo. “Os carros são caros e os opcionais também são. Entretanto, destaco que é o preço que o consumidor está disposto a pagar por aquele determinado equipamento”, explica Milaid.


Segundo o especialista, todos os carros estão ficando caros, até os populares mais conhecidos, a exemplo do Palio e do Gol. Em 10 anos ouve um aumento muito grande dos mesmos. Veja as comparações:


Palio em 22/01/2003: USD 4.623,53 (aproximadamente R$ 9.395)
Palio em 22/01/2013: USD 11.712,99 (aproximadamente R$ 23.800), um aumento de 253,33%
Gol em 22/01/2003: USD 6.019,71 (aproximadamente R$ 12.232)
Gol em 22/01/2013: USD 16.651,20 (aproximadamente R$ 33.835), um aumento de 276,61%


E se você é daqueles que está comemorando, pensando que com o detalhamento dos impostos o carro poderá ficar mais barato, fique atento. As coisas não são bem assim: “O que poderá ocorrer é uma força do consumidor para reduzir os impostos pagos”, diz Milaid.





http://www.endividado.com.br/noticia_ler-34937,.html

IPVA de carro usado cairá 10% em 2013

A redução do IPI determinada pelo governo federal para os carros novos derrubará o valor do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) que será pago pelos proprietários em todo o país no próximo ano.

A redução nominal no valor do imposto cobrado pelos Estados será de mais de 10% para a maioria dos veículos de passeio, segundo pesquisa de preços no mercado de usados feita pela agência AutoInforme/Molicar.

Para algumas marcas e modelos, a queda chegará a 15%. Em termos reais, ou seja, descontada a inflação, a queda será maior ainda. Como a previsão de inflação para este ano está em torno de 5%, a queda real nesses casos pode atingir ou até superar 20%.

Pagar menos imposto num país em que a carga tributária é elevada (cerca de 36% do PIB) deveria ser motivo de comemoração pelos contribuintes. Não é o caso do IPVA.

Como o tributo é cobrado sobre o valor dos veículos no mercado, significa que o patrimônio das pessoas está valendo menos.

Do ponto de vista financeiro, seria mais vantajoso pagar mais sobre um bem que também valesse mais.

Em outras palavras, seria melhor pagar R$ 2.000 sobre um veículo que vale R$ 50 mil do que pagar R$ 1.600 de um que vale apenas R$ 40 mil.

MAIS NOVOS CAEM MAIS

A desvalorização tende a ser mais acentuada quanto mais novos forem os veículos, uma vez que a maior perda de valor ocorre nos primeiros anos de uso. Após alguns anos, os veículos continuam sendo depreciados, mas em percentual menor.

Segundo a pesquisa, na média geral (todas as marcas e modelos) os veículos fabricados e vendidos neste ano perderam 9,33% do valor; os em 2011, 10,82%; os em 2010, 11,83%; e os em 2009, 10,63%.

Por marcas, os carros da Citroën foram os que tiveram a maior queda, com 15,34%, seguidos dos da Chevrolet, com redução de 12,62%.

As menores quedas foram para os modelos da Iveco, cujos preços caíram 2,15%, e para os da Agrale, com 3,70%. Na média das marcas, a queda é de 10,4%.

Nas próximas semanas a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo divulgará a tabela com os valores do imposto a ser pago entre janeiro e março de 2013. A pesquisa é feita pela Fipe.