Consumidora diz ter achado ‘corpo estranho’ em molho da Pomarola

Ao despejar o molho em uma vasilha, Milena percebeu algo estranho no produto (Foto: Arquivo Pessoal/Sandra Milena)

A estudante piauiense Sandra Milena de Lacerda, 32 anos, diz ter encontrado, na noite de sábado (6), um corpo estranho no fundo da embalagem de um molho pronto da marca Pomarola. Ela afirma que fazia uso do produto para temperar uma carne quando a ‘gordura’ entupiu o buraco feito na embalagem para derramar o molho.

“Coloquei metade do molho na carne e outra metade em uma vasilha para acondicionar melhor na geladeira. Eu havia feito um buraco pequeno na embalagem e ele travou quando tentei despejar o resto do produto. Foi quando vi e tomei um susto. Pensei que aquilo era um rato. Abri mais o recipiente e vi aquela coisa branca. Parece uma gordura animal”, contou.Milena, que mora na cidade de São Raimundo Nonato, relata que tentou falar com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) no mesmo dia, mas só obteve êxito nessa segunda-feira (8).

“Falei com o SAC, entreguei o número do lote e a validade do produto. Eu pedi uma explicação sobre o que era e eles disseram que o surgimento de materiais sólidos no molho é normal devido à microfuros na embalagem que podem permitir a passagem de alguma bactéria ou fungo que venha a se proliferar durante o transporte ou armazenagem do produto”, diz

Além disso, afirma Milena, o SAC prometeu enviar um representante para recolher o material para análise no prazo de cinco dias.

Indignada com a situação, a estudante diz pensar em processar a marca. “Eu fiquei indignada por eles dizerem que o problema foi fora da empresa e que não iriam recolher o lote. Estou pensando sim em acionar um advogado. Nós consumidores temos que nos impor e as empresas têm que nos respeitar”, relatou.

Resposta da Pomarola
Procurada pelo G1, a Pomarola disse que tomou conhecimento do ocorrido diretamente pelo contato da consumidora com o SAC e que está tomando todas as providências para recolhimento do produto. A empresa disse ainda que pela observação e relato inicial da consumidora, se trata de uma placa de bolor formada por alguma alteração na embalagem.

A Pomarola esclareceu ainda que microfuros podem ser ocasionados durante o transporte, armazenamento, acondicionamento na gôndola, manipulação de repositores ou do próprio consumidor e afetam a embalagem hermeticamente fechada. Nesta condição, a entrada de ar pode promover a formação do bolor.

http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2013/04/consumidora-diz-ter-achado-corpo-estranho-em-molho-da-pomarola.html