Pegadinhas em preços anunciados pelo comércio podem render prejuízo ao consumidor

Uma etiqueta chamativa e números enormes indicando um preço abaixo da média: à primeira vista, pode parecer uma grande vantagem. Mas, para os desatentos, tem tudo para virar prejuízo. Isso porque letrinhas bem menores indicam que o valor só é oferecido a quem compra acima de um determinado número de unidades. Caso contrário, paga-se o preço normal, bem maior e discretamente informado na etiqueta. 

— Essas informações pouco claras causam transtornos, principalmente, a pessoas de mais idade e a quem faz compras com pressa, porque induzem ao erro — explica a advogada Mabel Moraes, do Procon-RJ. 

As chamadas pegadinhas do comércio são um dos principais alvos do órgão, que tem intensificado a fiscalização para flagrar casos em que o consumidor corre o risco de pagar mais caro do que pretende, por falta de transparência no valor cobrado. 

   



A estagiária de Engenharia de Produção Lívian da Silva Serqueira, de 24 anos, hoje tem atenção redobrada nas compras parceladas: 

— Tem lojas que oferecem parcelamentos a perder de vista, mas escondem o fato de que, com um número menor de parcelas, é possível pagar sem juros. 

A reclamação de Lívian pode ser observada em praticamente todas as grandes varejistas de roupas. Atualmente, há promoções anunciadas com alarde para quem quer começar a pagar daqui a cem dias, desde que parcele em várias vezes “com juros”. 

O detalhe na propaganda é mais significativo ao considerar que, para quem paga em até cinco vezes, não há encargos. No caso da rede Leader, quem parcela uma compra de R$ 100 em sete vezes — com juros de 6,9% — paga, ao final, R$ 129,43. A diferença equivale a pagar uma parcela e meia a mais, só de juros, em relação a quem parcela em cinco vezes. 









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