Embalagem de pescados engana consumidor, segundo apurado pela fiscalização

Mais da metade dos pescados fiscalizados pela Agência de Metrologia do Estado de Mato Grosso do Sul durante a “Operação Páscoa” está irregular. Dos 41 tipos de pescados fiscalizados, 21 estão fora do padrão exigido pela agência. O motivo é o mesmo para todas as marcas: a embalagem diz uma quantidade de produto, e na realidade há bem menos.
Não passaram pelo teste as marcas Costa Sul, Penha Pescados e Vitalmar – a última teve seis itens reprovados, enquanto as duas primeiras apenas um.
Éder Luiz Oliveira Martins, responsável pelo setor de pré-medidos, revela que, em média, os produtos tinham entre 20% a 30% menos do que indicava a

embalagem. Os produtos analisados foram embalados fora da presença do consumidor e foram recolhidos em supermercados, peixarias e açougues de Campo Grande.

Se constatada irregularidade, a empresa é autuada e tem dez dias para apresentar a defesa. O valor da multa varia entre R$ 5.000,00 e R$ 50.000,00.

Operação Páscoa

O objetivo da Operação Páscoa é analisar quantitativamente os produtos, ou seja, verificar se a quantidade e o peso correspondem ao que está indicado na embalagem.
Após o procedimento de pesagem é retirado das amostras o excesso de gelo e pesado novamente. Com isso, é possível detectar o percentual de gelo e determinar o peso exato do produto.


Serviço


Se o consumidor suspeitar de qualquer problema no que diz respeito aos pescados congelados, pode ligar para a Ouvidora do AEM/MS: 0800 67 52 20.

http://www.midiamax.com/noticias/843486-embalagem+pescados+engana+consumidor+segundo+apurado+pela+fiscalizacao.html

Empresas usam a estratégia da maquiagem verde para seduzir clientes com falsos apelos ecológicos

Devido aos problemas ambientais, a busca por produtos ecologicamente corretos cresceu nos últimos anos. E, por conta da “caça aos verdes”, muitas empresas usam a sustentabilidade como marketing. Entretanto, alguns fabricantes induzem o consumidor a conclusões erradas. Esse fenômeno, conhecido como “maquiagem verde” (ou greenwashing) foi estudado pela consultoria de marketing ambiental Terra Choice, que o classificou em sete categorias, chamadas de “Os Sete Pecados da Rotulagem Ambiental”.


Na edição 123 da Revista Proteste, mostramos cada uma das situações em que o consumidor é enganado, e destacamos que um greenwashing comum é a publicidade em televisão, que com seus elementos gráficos desvia a atenção do consumidor. Outro exemplo comum é o da falta de prova, ou seja, quando as empresas dizem que fazem muito pelo ambiente – ou pela comunidade – e, no entanto, não mostram qualquer prova disso.


Estudo apontou diferença de preços


Selecionamos produtos de supermercados do Rio de Janeiro e comparamos seus preços com os de suas versões ecológicas (veja abaixo). Vimos que há empresas que se preocupam com o impacto que seus produtos causam, porém algumas cometem um ou mais pecados de greenwashing. Notamos que a principal forma de convencer o consumidor é chamando a atenção para informações irrelevantes. Fique atento, pois alguns itens não apresentaram diferença entre suas versões – o que não justificaria o aumento do preço.


Não existe regulamentação no Brasil


Não há uma obrigatoriedade de lei no Brasil para as autodeclarações ecológicas constarem dos rótulos dos produtos. Entretanto, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui um programa de rotulagem ambiental baseado nas normas ISO 14.020. Em 2011, o Conar acrescentou ao Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária normas detalhadas sobre o tema. Encaminhamos o estudo ao Conar, com fundamento no direito do consumidor à informação, solicitando providências de alteração das rotulagens e propagandas irregulares.


Compare a variação de preços entre os produtos em sua versão convencional e na versão “ecologicamente correta”, ambas com a mesma capacidade. Os valores são de referência, coletados no mês de janeiro, em lojas virtuais:

             Produtos Ecológicos x Produtos Convencionais

http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35146,greenwashing-engana-consumidor-desatento.html