Companhia aérea passa a cobrar passagem de acordo com o peso do passageiro e da bagagem

A Samoa Air é a primeira empresa aérea do mundo a adotar o sistema “pague quanto você pesa”, de acordo com informações do jornal australiano The Sydney Morning Herald. 

A partir de agora, ao invés de pagar por um assento, os passageiros são cobrados por um preço fixo por quilo, tanto do passageiro quanto da sua bagagem, que varia dependendo da duração do trajeto: US$ 1 por quilo na rota mais curta e cerca de US$ 4,16 por quilo para viagens mais longas, como entre as ilhas de Samoa e Samoa americana. 

Pelo novo sistema, os passageiros devem informar o seu peso e o da sua bagagem ao reservar uma passagem pela internet. Os passageiros serão pesados na área de embarque do aeroporto para provar que não estavam mentindo na hora da compra. 

O executivo-chefe da Samoa Air, Chris Lagnton, disse a uma rádio que essa será a maneira de viajar no futuro, por ser mais justa, já que não há uma taxa extra para excessos de bagagens, por exemplo. Além disso, o executivo afirmou que a atitude fará com que as famílias com crianças pequenas economizem nas viagens. Segundo o executivo, a atitude pode estimular a conscientização sobre a saúde e a obesidade, já que Samoa possui altos índices de doenças relacionadas ao excesso de gordura. 

Ainda de acordo com a publicação, algumas companhias aéreas obrigam os passageiros obesos que não cabem em um único assento a pagar por dois lugares, mas essa é a primeira vez que uma cobrança por quilo é usada por uma empresa aérea.


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Empresa aérea é condenada a indenizar dona de cadela


O desembargador Rogério de Oliveira Souza, da 9ªCâmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, condenou a VRG Linhas Aéreas a indenizar em R$ 10 mil, por danos morais, a dona de um cão da raça pitbull. Vera Lúcia Alvez da Luz comprou passagens para embarcar sua cadela em um voo direto de Manaus para o Rio. Porém, por ausência de funcionários que pudessem autorizar o embarque, a cachorra só chegou ao seu destino dez dias após o previsto e em um voo com escala, o que ocasionou transtorno físico e emocional no animal.   


A empresa aérea, em sua defesa, alegou que não embarcou o animal porque o fiscal do Ministério da Agricultura e o funcionário da Anvisa, responsáveis pela autorização, não estavam no terminal.  Afirmam ainda que, mesmo não tendo embarcado, a cadela foi deixada aos cuidados de pessoa de confiança da dona.

Segundo o desembargador, se a autora quisesse que sua cadela ficasse longas dez horas em um voo, certamente teria pago um valor menor do que os quase R$1.200 para que esse transporte fosse feito sem escala, em um período de cinco horas.

“Não há dúvidas, portanto, acerca do abalo emocional vivenciado pela apelante, distante de seu animal de estimação e sem qualquer informação da transportadora acerca do embarque do mamífero. Ademais, o descaso dispensado ao consumidor e ao seu animal de estimação defluiu não apenas da enorme demora para transportá-lo, bem como das condições em que o transporte foi feito. Além disso, os transtornos físico e emocional causados ao animal prescindem de comprovação e decorrem do próprio fato de estar em ambiente estranho e longe de sua dona, potencializando a angústia suportada por esta última ao imaginar as condições em que se encontrava o animal”, concluiu o desembargador Rogério de Oliveira.

 Nº do processo: 0015120-63.2010.8.19.0023

Fonte: TJRJ – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – 09/11/2012