Consumidora encontra ‘corpo estranho’ em molho refogado de tomate da Predilecta

 Molho de tomate? Conteúdo do molho refogado Predilecta comprado pela decoradora Elizabeth / Rafaella Torres Foto: Rafaella Torres

No último dia 4, a decoradora Elizabeth Avellar estava preparando um almoço para filha e os netos. Ao tentar colocar o molho refogado de tomate da marca Predilecta na panela, percebeu que havia algo duro dentro da embalagem. Insistiu, achando que o conteúdo estava rígido, talvez congelado, por estar na geladeira há dois dias. Quando o molho saiu da embalagem plástica, no entanto, era algo estranho e que não se parecia com nenhum dos ingredientes do produto.

— Fiquei apavorada. Saiu algo que eu não sei nem descrever o que é. A primeira coisa que fiz, foi olhar o prazo de validade e estava dentro do permitido. Minha filha sugeriu fotografar tudo e mandar para a empresa. E eu decidi não tirar tudo de dentro da embalagem para levar o conteúdo para ser submetido a um teste — conta Elizabeth.

A primeira reação de Rafaella Torres, filha de Elizabeth, foi fotografar o que saiu da embalagem, assim como os principais dados do produtos, como o lote (L 134 S/R T) e a validade (junho de 2014). No mesmo dia, um sábado, tentou contato telefônico com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da Predilecta. Mas como o canal de comunicação só funciona de segunda a sexta-feira, decidiu mandar um e-mail.

— No site, há um campo para enviar anexo. Mas não consegui enviar as fotos tiradas de jeito nenhum. Por isso, optei por mandar apenas a mensagem contando o que ocorreu. Até agora, ninguém entrou em contato comigo, não responderam à mensagem — afirma Rafaella. — Fiquei muito decepcionada. Fiquei realmente assustada. Eu também usava esta marca. Agora, Predilecta nunca mais.

Decidida a não desistir de entender o que havia ocorrido, Elizabeth guardou a embalagem e o que havia saído dela até a semana passada. Mas, frente à falta de resposta da Predilecta e à falta de tempo, acabou desistindo e jogou tudo no lixo.

— O pior é que antes eu já havia usado o molho e cozinhado para mim. Ou seja, comi aquele molho contaminado. A gente come coisas lacradas o tempo inteiro. E isso acabou com o nosso almoço em família, ninguém mais quis comer. Acabamos comendo macarrão passado só na manteiga — diz a decoradora.

Procurada diversas vezes desde a semana passada sobre o corpo estranho encontrado pela decoradora Elizabeth dentro do molho refogado, a Predilecta não enviou qualquer resposta ao GLOBO.

Segundo a diretora de Atendimento do Procon-SP, Selma do Amaral, ao encontrar algo estranho em um alimento ou medicamento, a primeira coisa a fazer é não consumi-lo mais. Além disso, é preciso anotar todos os dados da embalagem, especialmente o número de lote, pois ele fornece informações importantes sobre o procedimento de produção, para passá-lo às autoridades sanitárias e aos órgãos de defesa do consumidor.

— Além de fotografar, se possível, é preciso entrar em contato com o fabricante, já que pode haver um problema em todo um lote e mais pessoas podem estar em risco. A empresa precisa ser notificada para verificar o que houve. Pode haver falhas, por exemplo, no processo de fabricação. Temos casos bem recebidos pelo fabricante, que reviu o processo de produção e mudou. E, dependendo do caso, podem ser necessários laudos e até mesmo perícia.

Polpa de tomate com pelo de animal

Ao ser perguntada sobre o pelo de animal encontrado em polpa de tomate da mesma marca, na semana passada, Elizabeth desabafa:

— Não encontro palavras para uma história dessas. Uma empresa assim deve ficar fechada. Isso é um crime. É um absurdo. Nunca mais vou comprar essa marca, não quero nada produzido por ela. E se o que encontrei fosse líquido e estivesse totalmente misturado ao molho? Comeríamos algo impróprio sem nem saber.

No último dia 16, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio determinou a suspensão de venda e uso do lote 390 M23 SA da polpa de tomate natural da marca Predilecta, com validade até 30 de setembro deste ano, depois de encontrar pelo de animal no alimento em teste de Pesquisa de Matérias Estranhas. Todos os estabelecimentos comerciais no estado foram orientados pelo órgão a retirar o produto das prateleiras. Além disso, as vigilâncias sanitárias das secretarias municipais de saúde devem inspecionar supermercados para verificar se a determinação está sendo cumprida. De acordo com a secretaria, o teste não especificou de qual animal era o pelo.

Sobre o teste que identificou pelo de animal na polpa de tomate, a fabricante disse que não foi notificada e, por isso, não se pronunciaria a respeito.

O que fazer ao identificar algo estranho num alimento

Segundo Selma, do Procon-SP, não responder ao consumidor diz muito contra a empresa, já que é preciso ter garantia de qualidade em toda a cadeia de produção alimentar e a informação é essencial.

Já o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) lembra que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) dispõe no artigo 8 que “os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores”, entretanto, verifica-se que frequentemente os consumidores têm sofrido com o descaso apresentado por algumas empresas no que diz respeito à segurança do produto colocado no mercado.

— O CDC estabelece que o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de fabricação, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos — explica o advogado do Idec Daniel Mendes.

De acordo com o Idec, o consumidor que encontrar o produto fora das condições esperadas para o consumo, deve trocá-lo ou requerer o ressarcimento do valor pago ao estabelecimento onde o adquiriu, apresentando o comprovante de compra do produto (nota ou cupom fiscal). Caso o consumidor tenha o produto, mas não possua o comprovante de compra, deverá entrar em contato com a empresa fabricante e requisitar o ressarcimento do valor pago. Cabe ainda, mesmo que o consumidor tenha sido ressarcido do valor pago, informar o SAC da empresa responsável, para as medidas necessárias sobre o referido lote, para que mais pessoas não sejam prejudicadas.

O consumidor que tiver consumido o produto e sofrido danos em decorrência de sua adulteração poderá ingressar com ação judicial para requerer uma indenização. Neste caso, o consumidor deverá invocar o artigo 12 do CDC. A legislação garante que o consumidor lesado seja inteiramente ressarcido, portanto, caso ele tenha sido internado, ou tenha gasto dinheiro com remédios, ele também terá o direito ao ressarcimento desses valores.

Segundo a Superintendência de Vigilância Sanitária do Estado do Rio, em casos como o citado, o consumidor deve entrar em contato com a vigilância sanitária do município para formalizar a denúncia, por meio telefônico ou eletrônico. Em nota, informou que, preventivamente, os órgãos municipais de vigilância sanitária devem realizar, por rotina, a coleta de vários produtos alimentícios disponíveis no mercado no intuito de verificar sua qualidade. As fábricas também são periodicamente inspecionadas pelas vigilâncias sanitárias estadual ou municipal, quando é verificado se são respeitadas as boas práticas de fabricação.


http://oglobo.globo.com/defesa-do-consumidor/consumidora-encontra-corpo-estranho-em-molho-refogado-de-tomate-da-predilecta-8446276

E-commerce: demora na entrega é maior queixa de compradores

Com o aumento das vendas pela internet, crescem também as reclamações pelo mau serviço prestado por algumas empresas desse ramo. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério da Justiça, a queixa que lidera o ranking de reclamações é a demora ou não entrega do produto. Serviço não executado (entrega/instalação/não cumprimento da oferta/contrato), rescisão contratual, venda enganosa e cobrança indevida também aparecem entre as queixas.

O advogado carioca Pedro Carvalho, de 38 anos, já perdeu a conta dos problemas que teve ao comprar produtos e serviços pela internet. Em uma das ocasiões, adquiriu diárias em um hotel para as férias da família. Quando chegou a fatura do cartão de crédito veio a surpresa: os dias foram cobrados em dobro. “Aí começou a saga para ter o dinheiro de volta”, contou. A primeira dificuldade, segundo ele, foi encontrar o telefone correto para fazer a reclamação no site em que fez a compra.

“Eles disponibilizavam um número, mas não era do setor correto. Foi uma verdadeira jornada, passando por vários setores, sendo transferido para um e outro atendente, até conseguir fazer a reclamação. Uma situação estressante, que me roubou muito tempo e paciência”, lembrou. Quando finalmente conseguiu falar com a pessoa que poderia resolver seu problema, foi orientado a enviar um e-mail explicando, novamente, toda a situação. A empresa levou algumas semanas para lhe responder e somente após três meses de espera o dinheiro foi estornado.

Mesmo com as complicações, Carvalho diz que continua comprando pela internet, porque “é mais cômodo e prático, além de, em geral, ser possível garantir os melhores preços já que a pesquisa é mais fácil de ser feita”, disse.

Impulsionados por esses e outros motivos, os consumidores brasileiros têm optado cada vez mais pelas compras no comércio eletrônico e em sites de vendas coletivas. Dados da Braspag, empresa responsável por integrar todos os meios de pagamento (cartão de crédito, débito, boleto bancário) e consolidar o processo de contas a receber das principais lojas virtuais do Brasil, apontam crescimento de 46% nas transações no varejo online em 2012 na comparação com o ano anterior.

Segundo levantamento do Sindec, somente no caso de compras coletivas, houve aumento em 2012 de 140% na quantidade de compras feitas, em comparação a 2011. Com o crescimento desse tipo de comércio, aumentou também o nível de insatisfação entre os consumidores.

Para garantir regras mais claras e rígidas ao comércio eletrônicoe resguardar os direitos básicos do consumidor, entra em vigor nesta terça-feira o Decreto Federal 7.962/13, que regulamenta o Código de Defesa do Consumidor. Entre as obrigações previstas para as vendas feitas por meio da internet está a disponibilização, em lugar de fácil visualização, de informações básicas sobre a empresa – como nome, endereço, CNPJ ou CPF.

Com as novas regras, as empresas terão também a obrigação de respeitar o direito de o consumidor se arrepender da compra no prazo de até sete dias úteis, sem a necessidade de que seja apresentada qualquer justificativa. Nesses casos, a obrigação pela retirada do produto na casa do consumidor e o estorno do valor pago, será da empresa que vendeu o produto.

Os sites destinados à venda de produtos pela internet terão de disponibilizar em suas páginas um canal de serviços para atender o consumidor que facilite o trânsito de reclamações, questionamentos sobre contratos ou mesmo dúvidas sobre o produto adquirido e prevê algumas regras a serem cumpridas por sites de compras coletivas, como informar a quantidade mínima de clientes para conseguir benefícios como preços promocionais.

http://consumidorbahia.blogspot.com.br/2013/05/em-um-ano-operadoras-somam-190-mil.html

Saiba os direitos do consumidor na hora do casamento; veja conselhos

 

O casamento é o sonho de muitos casais. Mas para que o momento inesquecível não se torne um pesadelo é necessário estar atento. Pensando nisso, a Fundação Procon-SP elaborou um manual dos direitos dos consumidores que vão subir no altar.Segundo o Procon-SP, os centros religiosos (igrejas, templos, sinagogas, entre outros) podem oferecer serviços decoração, música, buffet, fotografia e filmagem, mas não podem cobrar obrigatoriedade. A restrição quanto a escolha de prestação de serviço da confiança dos noivos configura prática abusiva passível de reclamação junto a um órgão de defesa do consumidor.
Além disso, o casal deve exigir um documento assinado, discriminando tudo o que for combinado. Caso existam outros casamentos no mesmo dia todos devem assinar este documento.
Entretanto, o protocolo do local escolhido deve ser seguido, ou seja, alguns estabelecimentos impõem certas limitações em relação à decoração, horários e repertório musical. Neste caso, a dica é que os noivos conheçam primeiro quais são as normas para depois contratar o tipo de serviço.
No caso dos pacotes oferecidos, o casal deve analisar se o que está incluso é mais vantajoso do que contratar tudo separadamente. Vale lembrar que as igrejas, templos ou sinagogas celebram mais de um casamento por dia e que muitas vezes a escolha dos itens oferecidos pelo centro religioso afetam todos os casais. Portanto é sempre bom conhecer e consultar os outros noivos da data para que a cerimônia seja do agrado de todos.
Cartório
No casamento civil, os noivos devem procurar um cartório de registros e verificar os valores cobrados e procedimentos necessários. O estabelecimento deve ter uma tabela de emolumentos afixada em suas dependências. Lembrando que o cartório competente é aquele que atende ao endereço residencial atual ou futuro de um dos noivos.
Existem cartórios que oferecem a opção de enviar um juiz de paz para celebrar o casamento civil fora do cartório (na igreja, em casa, no salão, etc.), mas o valor cobrado é diferenciado.
Vale destacar que para a população de baixa renda, o casamento civil é gratuito.
Convites (gráfica)
Antes de fechar a contratação dos serviços de gráfica para a confecção de convites e outros produtos, os consumidores devem fazer uma pesquisa para avaliar os preços, condições de pagamento e qualidade.
As gráficas têm um catálogo no qual estão afixados modelos de convites. Com ele é possível ter idéia de tamanho, conteúdo informativo, tipo de letra e papel, cor, envelope, etc. É recomendável que este serviço seja contratado com uma boa antecedência em relação à data do evento, pois se ocorrerem problemas, ainda haverá tempo para acertos.
Fechado os detalhes, os noivos devem pedir um orçamento discriminando preço, condições de pagamento, padronagem, cor, modelo, quantidade, data de entrega, assim como, identificação das partes envolvidas. Também é importante solicitar a empresa, antes da impressão final, um croqui. Assim é possível evitar equívocos na grafia de nomes, tipos de letras e inscrições indesejáveis ou inadequadas.
Segundo o Procon-SP, o consumidor deve vincular o pagamento a entrega do material. Se não for possível, a dica é ver a possibilidade de disponibilizar apenas um sinal de entrada.
Na entrega dos convites prontos verifique se está tudo conforme o combinado. Em caso negativo, o consumidor tem direito a reexecução do serviço, a restituição da quantia paga, atualizada monetariamente ou ao abatimento proporcional do preço.
Festa
Em relação a festa, a orientação do Procon é que antes de contratar os serviços, o casal busque referências, vistorie o salão, prove os pratos que serão oferecidos e se possível, participar de algum evento da empresa escolhida.
Além disso, vale perguntar se há um pacote que inclua, além dos serviços básicos de alimentação e decoração, algum tipo de bebida, videofilmagens, fotografias, sonorização, segurança e estacionamento.
Após definir o número de convidados, os noivos devem solicitar à empresa um orçamento com a quantidade e os preços de cada item, assim como as formas de pagamento. Com este documento é possível comparar os preços para uma escolha dentro de seu orçamento.
Ao fechar a contratação do serviço, tudo o que for tratado verbalmente deverá estar discriminado minuciosamente em contrato. O documento deve conter as assinaturas do responsável pela empresa e do consumidor.
Trajes
Sobre os trajes, o Procon orienta que no caso do aluguel de roupa, os consumidores novamente façam uma minuciosa pesquisa entre as lojas do mercado. É importante pesquisar se há um pacote extensivo aos noivos, padrinhos, dama de honra, e se o custo é mais interessante.
Em alguns casos o cliente pode escolher o modelo que deseja, a loja confecciona e faz o primeiro aluguel. Dessa maneira, o que for combinado deve ser registrado em contrato: valor e forma de pagamento, data de vencimento e percentual de juros quando parcelado; multa e juros por atraso no pagamento; cláusula de cancelamento; número e data das provas; data de entrega do vestido de casamento pronto e, se arranjos de cabeça e mãos estiverem inclusos, discriminá-los.
A exigência de cheque caução ou nota promissória como garantia de locação é admissível desde que haja informação prévia ao consumidor, o valor seja compatível com o bem locado e mediante rigorosa verificação do objeto no ato de retirada.
Tanto no momento da retirada quanto na entrega da roupa, é imprescindível uma vistoria das peças. Para evitar problemas, o ideal é fazer um documento, assinado entre as partes, do estado em que foram entregues e as condições em que foram devolvidas.
Transporte
Ao alugar um veículo para transportar a noiva até a cerimônia é essencial definir o modelo, cor, motorista e alguma outra condição especial que achar pertinente; local onde buscar a noiva, trajeto e se vai aguardar para levá-la para outro lugar; período de locação e, se este tempo for ultrapassado quanto será cobrado pelo excedente; valor e condições de pagamento.
Também é importante que os noivos peçam referências sobre o motorista e verifiquem se os documentos deste e do veículo estão em ordem.
 
Foto
Sobre as fotografias, o casal deve verificar e definir com clareza e por escrito os seguintes pontos:
se o álbum está incluso, qual o número de páginas e descrição de seu material, inclusive capa se o estojo está incluso e qual o modelo;
Quantidade de profissionais que irão cobrir a cerimônia,festa e outros ambientes usados pelos noivos;
qual a resolução das fotos e da filmagem;
se existe um número mínimo de fotos caso as outras não agradem;
se existe número máximo de fotos no pacote e
quanto custa cada foto individual a mais;
qual o tempo de filmagem;
critérios para cancelamento do contrato;
valor e formas de pagamento e data de entrega do material.
Lista de presente
Sobre a lista de presentes, o Procon orienta que o casal faça um contrato com as lojas escolhida. Nele deve estar descrito sobre a inclusão do frete, a troca de presente repetido, que tipo de comprovação de entrega as partes (convidado e noiva) terão e data máxima de entrega.
Os noivos deverão informar à loja o local de entrega dos presentes e deixar uma pessoa no local para recebê-los. Lembrando que em São Paulo vigora uma lei em que o consumidor pode escolher data e turno para entrega dos produtos.

http://www.cidadeverde.com/saiba-os-direitos-do-consumidor-na-hora-do-casamento-veja-conselhos-132996

Consumidor diz que compras não aparecem no sistema do ‘NFC’

O Programa Nota Fiscal Cidadã (NFC), que premia consumidores que exigirem a emissão de documento fiscal em estabelecimentos comerciais, começou a valer no Pará desde o final de 2012. Mas o autônomo Márcio da Vera Cruz reclama que suas compras não aparecem no sistema do programa. “As minhas notas não foram contabilizadas no site. O que está aqui na minha mão não foi contabilizado”, afirma Márcio, com mais de 10 notas fiscais em mãos.
O autônomo afirma que no site da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa)

nenhuma delas foi computada. Márcio fez o cadastrado no NFC em janeiro deste ano, mas não sabe se vai poder participar do próximo sorteio, marcado para o dia 21 de junho.

O programa Nota Fiscal Cidadã começou a valer no estado em setembro do ano passado com o objetivo de evitar a sonegação fiscal. O programa distribui prêmios, que variam de R$ 50 a R$ 20 mil a cada três meses. Para participar, basta se inscrever no site da Sefa e, no ato da compra, pedir para incluir o CPF na nota ou cupom fiscal. A cada R$ 100 em compras, o consumidor recebe um bilhete eletrônico, que dá direito ao sorteio.
O envio dos dados da nota fiscal para a Secretaria de Estado da Fazenda é de responsabilidade do estabelecimento comercial e deve ser feito no dia 15 de cada mês. Caso o ponto de venda não envie esses dados, estará sujeito a punições. Segundo a coordenação do Programa Nota Fiscal Cidadã, por isso se torna ainda mais importante que o consumidor registre a reclamação e guarde os cupons fiscais.
“Se ele tiver o documento fiscal, ele pode digitalizar e essa reclamação dele vai ser apurada tanto pela Secretaria da Fazenda como pelo Procon, nós temos uma colaboração técnica com o Procon. Ele [estabelecimento] pode ser penalizado pelo fato de não encaminhar esse arquivo, bem como por estar impedindo o consumidor de participar do sorteio”, explica Roseli Pantoja, coordenadora do programa.
Mais de 85 mil consumidores paraenses já se cadastraram no site. Mas apesar do programa ser lei, nem todos os estabelecimentos comerciais participam no Nota Fiscal Cidadã.
“O consumidor, quando fizer suas compras e colocar seu CPF, primeiramente ele tem que atentar se o estabelecimento que ele está fazendo as compras já está enquadrado no programa, porque não são todos os estabelecimentos, não são todos os segmentos, que já estão enquadrados no Nota Fiscal Cidadã. Neste primeiro momento, ele detectou que já está e tem a possibilidade de verificar isso através do site da Sefa, consultar quais as empresas, por endereço, por razão social, qual o nome de fantasia”, orienta Roseli.
Participam do programa lojas de vestuário e acessórios, alimentação, móveis e magazines, supermercados, mercados, mini mercados e açougues. O próximo sorteio será no dia 21 de junho, mas só valem as notas de compras efetuadas em janeiro, fevereiro e março.

http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/05/consumidor-diz-que-compras-nao-aparecem-no-sistema-do-nfc.html

Consumidor ganha na Justiça direito a continuar campanha "Peugeot nunca mais"

Foi noticiado por este Jornal Eletrônico recentemente que um consumidor sentindo-se lesado pela fabricante Peugeot e sua concessionária local lançou a campanha “Peugeot Nunca Mais; a história de um pesadelo”.

O consumidor contou que desde que comprou um 3008 seu cotidiano passou a incluir visitas mensais a oficina da concessionária. Chegou a ficar sem carro por períodos longos, de até 30 dias, porque o carro veio com uma dezena de defeitos de fábrica.

Por diversas vezes disse que tentou a composição amigável. Como o veiculo era novíssimo pediu que trocassem por outro. Mas a Peugeot alegou que um veículo com defeito vale menos e “propôs pagar a tabela FIPE, com deságio de 20%”. Diante da recusa do consumidor, afirmaram que ele procurasse seus

direitos na justiça.

Assim, nasceu o movimento Peugeot Nunca Mais. “Não gostaria de ter chegado a esse ponto, mas fiquei sem saídas”, declarou a proprietária do veículo. O carro foi plotado com adesivos contando a história desse pesadelo.

Mas o pior estava por acontecer, a Concessionária LF ingressou com uma ação de obrigação de fazer cumulada com reparação de danos morais (0005850-92.2013.8.22.0001), utilizando-se como matéria de prova, a reportagem desse jornal eletrônico – sinal que a informação aqui veiculada tem muita importância no contexto social – na qual exigiu uma liminar para que os consumidores retirassem o adesivo, além de impedir que lá compareçam com o jornalista Celso Russomano que, segundo anunciado, se interessou pelo caso.

Ao fim do processo, os representantes locais da Peugeot pediram indenização para a concessionária pelos “danos morais causados a imagem da mesma”.

Alegaram na folha 75 dos autos do processo que “não conseguiam mais trabalhar porque tinham medo de que a concessionária fosse invadida por uma multidão de clientes insatisfeitos” e, ainda, “que as vendas caíram”, que “o fluxo de clientes diminuiu” e “as vendas estavam prejudicadas”.

O juiz da 4a Vara Cível concedeu a inusitada liminar que proibiu os consumidores de rodar no veiculo adesivado. Caso se recusassem a retirá-los, teriam uma pena de multa diária de R$ 3.000,00 (três mil Reais).

Imediatamente após essa decisão, os consumidores lesados interpuseram um agravo de instrumento (0004241-77.2013.822.0000), recurso que serve para combater decisões interlocutórias, essas que concedem liminares ou tenham outro cunho decisório, mas que não apreciam o mérito.

Após a distribuição, o relator do recurso, Desembargador Raduan Miguel, concedeu liminarmente efeito suspensivo ao recurso garantindo a “livre manifestação do pensamento e a liberdade de expressão”.

A situação era mesmo absurda, pois querer impedir um cliente insatisfeito de comunicar ao mercado a má prestação de serviços ou sobre a má qualidade de bens fere os mais básicos direitos constitucionais. Muito pior foi tentar impedir por uma ação judicial que um jornalista comparecesse na concessionária para averiguar o caso.

Resultado, o movimento criou mais corpo porque a sensação de injustiça uniu o grupo de quase uma centena de consumidores lesados. “Estamos preparando uma grande manifestação, uma carreata da campanha Peugeot nunca mais”, disse um dos consumidores.

“A Peugeot nacional deveria interceder nesse caso porque a concessionária local está jogando de vez o nome da marca no lixo, além de prestar um péssimo serviço e vender produtos com sérios defeitos de fábrica, conseguiu agravar um problema que poderia ter sido solucionado de forma muito pacífica.

“Não acredito que alguém vá comprar um veiculo de uma marca que além de vir com problema e não obter conserto pode ainda ser vitimada por uma covarde ação judicial”, disse um outro proprietário de um veiculo da marca que passa pelo mesmo problema e está revoltado.


http://www.rondoniaovivo.com/noticias/consumidor-ganha-na-justica-direito-a-continuar-campanha-peugeot-nunca-mais/100829#.UZPqmLWkr1s

Noventa por cento dos consumidores querem saber o quanto pagam de impostos

A partir de junho deste ano, entra em vigor no país a lei que obriga os comerciantes a discriminarem, na nota fiscal, o valor pago em impostos pelo consumidor no momento da compra. Dados da pesquisa do IBOPE Inteligência realizada a pedido da Associação Comercial de São Paulo mostram que a nova lei está alinhada com o desejo do consumidor: 90% dos brasileiros são favoráveis à discriminação de impostos nas notas fiscais, ante 8% que são contra. 

No estudo, 89% dos entrevistados concordam totalmente ou em parte que, com a nova lei, as pessoas poderão cobrar para que os governos façam melhor uso dos impostos pagos pela população. 

Há ainda 80% que concordam totalmente ou em parte que a lei servirá para a redução futura dos valores embutidos como impostos nos serviços e produtos que consomem. 

Bons pagadores

O levantamento também questionou os entrevistados a respeito da criação do “cadastro positivo de pagadores”, que pretende registrar consumidores que estejam com todas as suas contas em dia, para que os bancos cobrem menores juros destas pessoas em empréstimos e financiamentos.

Segundo os resultados, 88% dos brasileiros são favoráveis à criação do cadastro, mas somente 67% estariam dispostos a repassar os dados de suas contas para a instituição responsável pela sua criação. 

Sobre a pesquisa

Entre os dias 14 e 18 de março deste ano, o IBOPE Inteligência entrevistou 2002 pessoas de 16 anos ou mais residentes em todas as regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou menos.

http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35600,noventa-por-cento-dos-consumidores-querem-saber-quanto-pagam-impostos.html

85% dos brasileiros fazem compras por impulso, revela pesquisa do SPC

O ato de fazer compras por impulso é um ′mal′ que acomete 85% dos brasileiros, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feita (27) pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e antecipada pela Folha na coluna Mercado Aberto.

De acordo com o estudo que ouviu 646 consumidores, ansiedade e insatisfação com a própria aparência são os principais motivos que levam os brasileiros a fazerem compras sem planejamento.
Além disso, quatro em cada dez entrevistados (43%) relacionam as compras por impulso a momentos de ansiedade, tristeza ou angústia.
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress 
Em nota, o SPC avalia que esse tipo de consumo descontrolado serve como uma espécie de recompensa emocional para esse consumidores.
Entre os que fazem compras movidas por impulsos emocionais, a ansiedade por um evento que se aproxima (festas, jantares e viagens, por exemplo) é o motivo mais decisivo entre consumidores de classes A e B.
Por outro lado, a baixa autoestima (insatisfação com a própria aparência) é a razão mais citada entre consumidores das classes C e D.
“Na busca pelo prazer imediato ou para exibir um estilo de vida que não condiz com a própria renda, o comprador se alivia momentaneamente, sem se importar com o futuro do próprio bolso”, diz a economista do SPC Brasil Ana Paula Bastos, em nota.
PARCELAS
Cerca de 85% dos entrevistados disse pedir descontos quando faz compras à vista. No entanto, 37% dos consumidores ouvidos disse que só observa se o valor mensal da parcela cabe no próprio bolso e não leva em consideração a taxa de juros embutida no financiamento.
“Esse comportamento é ainda mais marcante nas classes C e D (42% contra 30% nas A e B), porque são consumidores que estão aprendendo a lidar com o crédito e que têm costume de fazer compras –principalmente as de maior valor– parceladas”, explica Bastos.
POUPANÇA
No total, quatro em cada dez entrevistados (42%) gastam tudo o que ganham e não conseguem poupar.
Considerando somente consumidores das classes C e D, o percentual é ainda maior, chegando a 53% ante 28% nas classes A e B.
“Isso se deve à menor renda disponível nas classes C e D, impossibilitando estas pessoas de guardarem um pouco de seus salários, depois de pagar as contas primárias como aluguel, água, luz e telefone”, explica a economista.
Em uma situação hipotética de perda total das fontes de rendimentos, 30% dos consumidores admitiram que não conseguiriam manter o atual padrão de vida nem por um mês.
Já 35% respondeu que conseguiria mantê-lo de um a três meses.
Cerca de 17% deles conseguiriam por quatro a seis meses e 10% entre sete e doze meses.
Apenas 7% da população conseguiria manter-se firme nessa situação por mais de um ano.
INVESTIMENTO
O levantamento também revelou que 74% dos brasileiros não possui qualquer tipo de investimento, como poupança.
O baixo percentual de investidores entre os consumidores é reflexo da falta de conhecimento do brasileiro sobre como e onde aplicar o próprio dinheiro.
“Apesar de a pesquisa apontar que 72% dos entrevistados se consideram aptos a fazer a administração das finanças de casa, o que se percebe é que o brasileiro não tem noções básicas de orçamento doméstico e não sabe lidar com o próprio dinheiro”, afirma Bastos.

http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35171,85-dos-brasileiros-fazem-compras-por-impulso-revela-pesquisa-do-spc.html

Gari será indenizado em R$ 30 mil após ter nome injustamente negativado

Um gari do sul do Estado será indenizado em R$ 30 mil por ter seu nome inscrito no cadastro de maus pagadores de forma indevida. Ele comprovou ter quitado a parcela de um empréstimo contraído junto a uma financeira que deu origem a sua inscrição no SPC. O Tribunal de Justiça, em decisão da 3ª Câmara de Direito Civil, confirmou a condenação e elevou o montante da indenização, antes arbitrado em R$ 10 mil. 


“Deve a verba (…) ser elevada para refletir com equilíbrio seus objetivos compensatórios e pedagógicos, mas sem se desconsiderar as peculiaridades do caso, quais sejam: a negligência do réu e a capacidade econômico-financeira presumível demonstrada pelas partes (o autor é lixeiro e o réu, por sua vez, é uma instituição financeira de grande porte)”, explicou o desembargador Marcus Túlio Sartorato, relator da matéria. A decisão foi unânime.
http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35037,.html

TVs pagas terão que reduzir reclamações em 35%, diz Anatel


As empresas de TV por assinatura deverão reduzir, em média, o nível de reclamação de seus clientes em 35,2% até dezembro de 2013.

A meta, imposta pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), é para que seja feita menos de uma reclamação por mil clientes –mais precisamente, 0,65.

“A gente tem muitos problemas de cobrança, mas houve também o comportamento de umas das empresas líderes do mercado que dificultou o desligamento do cliente”, explicou o superintendente de serviços de comunicação de massa da agência, Marconi Thomaz Maya.

Ao todo, sete empresas deverão revisar o atendimento. São elas: Sky, Net, Oi TV, GVT, Claro TV, Algar e Vivo TV.

Segundo o superintendente, as companhias admitiram falhas nas equipes que fazem o atendimento ao consumidor em suas próprias residências, responsáveis pelo reparo.

“Houve dificuldade nessa terceirização da manutenção. Pelo menos duas empresas se comprometeram, a Sky e a GVT, a incorporar esse serviço de atendimento, deixar de terceirizar e capacitar equipes de campo”, disse.

Esses problemas com as empresas terceirizadas, segundo as próprias empresas de TV por assinatura informaram à reguladora, decorrem de falhas na capacitação dos funcionários e da falta de conhecimento técnico da equipe contratada.

A intenção da agência é de que haja uma queda imediata na quantidade de queixas registradas, no call center da agência, pelos clientes das companhias.

Todas as companhias firmaram compromisso de se adequar aos limites impostos.

Se houver descumprimento, as empresas responderão processos de sanção dentro da agência e podem ser multadas. A suspensão das vendas, no entanto, ainda não foi cogitada pela Anatel.

“Eu não vejo muito sentido nessas atitudes, mas outras podem ser pensadas. A criatividade pode ser usada, como aplicação de multa, com certeza”, afirmou Maya.

Pelas normas da Anatel, as multas podem chegar a R$ 50 milhões.

A agência destacou que, no total, as prestadoras apresentaram compromisso de investir R$ 2,5 bilhões no setor em 2013. O montante representa a soma dos investimentos originalmente programados e dos que se tornaram necessários para implementar o plano de ação da Anatel.

DADOS

Em julho de 2012, foram aferidas 14.851 queixas no call center da Anatel, enquanto o tolerável pela agência, para o número de clientes no mês, era até 9.622 reclamações.

O número vem em uma crescente desde outubro de 2011, quando as 7.918 queixas ainda estavam dentro da meta. A partir de então, as reclamações cresceram mensalmente até março de 2012, quando atingiram 15.480.

“Os planos de ação fazem com que as empresas se antecipem à dificuldades insolúveis, que saem da área administrativa e chegam ao judiciário”, destacou Maya.

Ainda segundo o superintendente, os dados neste ano mostraram que a situação “ficou claramente preocupante”.

“A gente não viu outra solução a não ser chamar as empresas”, afirmou. “Acendeu uma lâmpada vermelha para nós. No início do ano vimos os problemas e fizemos ações isoladas, mas agora decidimos fazer com número maior de empresas.”

Fonte: Folha Online – 28/11/2012

Banco é condenado a indenizar cliente por protesto indevido de dívida


O Banco Santander Brasil S/A deve pagar indenização de R$ 15 mil por protesto indevido de dívida. A decisão, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), teve como relator o desembargador Washington Luís Bezerra de Araújo.

Segundo os autos, o servidor público J.M.S.G. firmou empréstimo junto ao Banco Sudameris (comprado pelo Santander) e negociou a dívida com pagamento consignado, cujas parcelas totalizavam R$ 728,19 mensais. Mesmo em dia com o débito, o cliente teve o valor protestado indevidamente. Além disso, ficou com o nome negativado.

Por essa razão, J.M.S.G. ingressou na Justiça requerendo indenização por danos morais. Em maio deste ano, o Juízo de 1º Grau condenou o banco a pagar R$ 15 mil. Objetivando reformar a sentença, a instituição financeira interpôs apelação (nº 0037305-61.2009.8.06.0001) no TJCE.

Alegou não haver constatado o pagamento de uma das parcelas. Sustentou também que o cliente deveria ter procurado o banco para solucionar administrativamente o impasse e não ter esperado para ajuizar ação na Justiça.

A 3ª Câmara Cível, em sessão realizada nessa segunda-feira (26/11), manteve na íntegra a decisão de 1º Grau. O relator do processo ressaltou que o banco, “detentor de moderno sistema operacional e de dados, não agiu com diligência, laborando com culpa ao supor que a parte autora encontrava-se inadimplente, pois os descontos mensais eram efetuados regularmente”. Ainda segundo o desembargador Washington Luís Bezerra de Araújo, a instituição não provou nos autos a inadimplência do contratante.

Fonte: TJCE – Tribunal de Justiça do Ceará – 28/11/2012