Consumidor diz ter encontrado larva e ‘teia de aranha’ em barra de cereal

Larva e teias de aranha são encontradas em barra de cereais em Santos, SP (Foto: Vitor Martins/Arquivo pessoal)

Um jovem de São Vicente, no litoral de São Paulo, por pouco não consumiu uma barra de cereais com uma larva e uma espécie de teia na última terça-feira (15). Ao se deparar com a situação, o rapaz deixou o alimento de lado e postou fotos em uma rede social para mostrar o que aconteceu. Devido ao grande número de compartilhamentos, o dono da empresa entrou em contato para se desculpar com o consumidor.O mantenedor de equipamentos industriais Vitor Martins comprou uma caixa fechada com 12 unidades da barra de cereais na semana passada. Ao abrir uma das barras ele foi surpreendido

com a situação inusitada. “Fiquei chocado. Eu normalmente pego a barrinha e como, não costumo olhar. Na hora que eu abri, eu vi uma espécie de teia de aranha no começo dela. Eu estava no trabalho e o pessoal brincou comigo por causa da teia. Quando abri tudo vi que na parte de baixo tinha mais teias e a larva”, explica Vitor.  O consumidor diz ainda que metade das unidades já foi consumida, mas que não teve nenhuma reação adversa. Somente uma das unidades estava com a larva e as teias.

O jovem de São Vicente tinha decidido procurar a empresa responsável para comunicar o que aconteceu. Como as fotos dos produtos foram divulgadas na internet, a própria empresa entrou em contato com Vitor. “Como teve bastante compartilhamento, a marca entrou em contato comigo pela rede social”, conta. O retorno da empresa foi bem rápido. Segundo Vitor, o próprio dono da empresa ligou e pediu desculpas. “Eu gostei da atitude deles. Ele se mostrou bastante prestativo e disse que eles têm o controle de pragas na empresa. Ele acredita que o problema pode ter acontecido no transporte ou no local onde estava sendo vendido”, diz Vitor.


Ainda de acordo com informações do jovem,  a empresa ficou de mandar um kit com diversos produtos como um pedido de desculpas. A preocupação da marca em relação ao fato acontecido em São Vicente deixou o consumidor satisfeito. “Assim que receber o kit eu vou tirar uma foto e postar na rede social como a resposta”, finaliza Vitor.

G1 entrou em contato com a Naturale, empresa responsável pelo alimento. A Naturale afirma que preza pelo respeito e satisfação do cliente e, portanto, pretende repor o produto que apresentou contaminação. A empresa diz que entende que quando o consumidor opta pela marca merece toda a atenção e consideração, mesmo que o problema não tenha sido originado nas unidades da Empresa. A Naturale ressalta ainda que, devido às altas temperaturas no processo de produção, é impossível que as larvas tenham entrado na barra de cereal durante a fabricação da mesma. Geralmente, estes insetos rompem a embalagem durante o processo de armazenagem nos centros de distribuição ou, até mesmo, nas gôndolas dos estabelecimentos comerciais.

http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2013/04/consumidor-diz-ter-encontrado-larva-e-teia-de-aranha-em-barra-de-cereal.html

Indenização para consumidor que ingeriu hambúrguer com salmonela

Cliente que apresentou náuseas e diarreia após consumir lanche contaminado no Pampa Burger receberá indenização de R$ 1,5 mil por danos morais, além do reembolso de despesas médicas e com a compra do hambúrguer. A decisão, do dia 30/1, é da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis do RS.

O autor da ação narrou que esteve no estabelecimento, localizado na Av. Venâncio Aires, Bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, no dia 24/1/2012. Relatou que, no dia seguinte, passou a sentir náuseas, tonturas e diarreia, sintomas que duraram uma semana, apesar do tratamento. Acrescentou que prestou concurso público dias depois e atribuiu o mau desempenho à intoxicação. Observou que laudo do Laboratório Central do Estado (LACEN/RS) constatou a presença, nos lanches da ré, das bactérias Salmonella e Escherichia acima dos limites permitidos.


Sentença do 3º Juizado Especial Cível da Capital condenou a RGS Burger LTDA. (Pampa Buger) ao pagamento de indenização por dano moral de R$ 1,5 mil, além do pagamento das despesas médicas, totalizando R$ 77,68. O pedido de ressarcimento do lanche foi negado por falta de comprovação do valor. Também não foi concedido o reembolso dos gastos com passagens aéreas para prestar concurso na cidade de Fortaleza e da inscrição no certame.


Recurso


O autor recorreu, buscando a majoração dos danos morais e os demais ressarcimentos. Para a relatora, Juíza Fernanda Carravetta Vilande, é inegável a responsabilidade da ré, que disponibilizou um produto alimentício impróprio para consumo.


A magistrada entendeu ser cabível o ressarcimento do que foi pago pelo lanche, R$ 28,80. Entretanto, considerou ser inviável o reembolso das passagens aéreas e da inscrição no concurso, pois, conforme informado pelo próprio consumidor, a viagem ocorreu e a prova foi realizada. Salientou que a aprovação depende de outros fatores, não sendo possível imputar a reprovação, especificamente, ao estado de saúde do candidato.


O valor do dano moral foi mantido. Os Juízes Roberto Behrensdorf Gomes da Silva e João Pedro Cavalli Júnior acompanharam o voto da relatora.


http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35055,.html