Óculos ‘de farmácia’ são acessíveis, mas consumidor deve ter atenção na hora de comprar

A venda de óculos de leitura em farmácias é cada vez mais comum, mas o consumidor deve abrir bem os olhos, antes de adquirir o produto nas drogarias.

Em dez estabelecimentos visitados pelo EXTRA, três ofereciam o acessório: Drogaria Venâncio, Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo. Os preços, entre R$ 24,90 e R$ 49,90, podem ser atraentes, mas o atendimento preocupa. Farmacêuticos não sabiam apontar como descobrir o grau ideal das lentes nem se os óculos também poderiam ser usados para ver de longe.

As “lentes de aumento” vendidas nas farmácias são indicadas apenas para casos de presbiopia, mais famosa como “vista cansada”. Mas os oftalmologistas recomendam seu uso somente em emergências.

Óculos podem deixar a vista desconfortável

A venda de óculos em farmácias é cercada de polêmica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autoriza a comercialização das “lentes de aumento” em drogarias, também condenada por especialistas. Segundo o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Marco Rey, o uso das lentes pode gerar desconforto.

— Além de ser comum o paciente ter graus diferentes nos dois olhos, quem não vai ao oftalmologista deixa de fazer exames que ajudam a diagnosticar diabetes e glaucoma, por exemplo.

A aposentada Mônica da Silva, de 52 anos, não abre mão da praticidade de seus óculos de farmácia.

— Eu levo eles sempre comigo, para me ajudar a ler a conta ou assinar algum documento na rua. Mas tomo cuidado para evitar leituras longas, porque sei que faz mal.

Abrafarma defende a autorização

O presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, defende a venda dos óculos de leitura nas drogarias. Segundo ele, o consumidor pega o acessório por sua própria conta:

— Ele é mais um quebra-galho. O farmacêutico não tem obrigação de conhecer todos seus aspectos, como não tem que ensinar a usar uma tinta de cabelo.

Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de alimentos e de produtos de conveniência nas drogarias. No ano seguinte, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu essa liminar e, desde então, as farmácias têm se guiado por leis estaduais, que autorizam a prática.

http://www.endividado.com.br/noticia_ler-35524,.html

Procon-PB orienta consumidor que tem suco da marca Ades em casa

O secretário executivo do Procon da Paraíba, Marcos Santos, disse na manhã desta quarta-feira (20) que consumidores que ainda tenham sucos de soja da marca Ades em casa devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (Sac) da Unilever, empresa responsável pelo suco, ou levem o produto, acompanhado da nota fiscal, até o estabelecimento onde comprou o produto. “O Código de Defesa do Consumidor é claro: o consumidor não pode colocar em risco a sua saúde. Nesses casos, o supermercado ou o estabelecimento comercial tem a obrigação de aceitar a devolução”, afirmou.Marcos Santos explicou ainda que o consumidor tem duas opções quando da devolução. “O consumidor deve receber o dinheiro de volta

ou pegar outros produtos pelo valor equivalente ao que gastou”, explicou. O secretário executivo do Procon estadual frisou ainda a necessidade para que a população não consuma esse tipo de produto. “É necessário que os consumidores paraibanos sigam a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não consumam nenhum suco da marca Ades. Os consumidores da Paraíba devem esperar o resultado da inspeção que a Anvisa deve fazer nesta quarta-feira (21) na fábrica da Unilever.

Na segunda-feira (18), uma mãe procurou a 9ª Delegacia Distrital, em Mangabeira, para fazer um boletim de ocorrência após o filho, de 7 anos, apresentar queimaduras na região labial após tomar um suco de uva da marca Ades. O delegado Magno Toledo disse que solicitou um exame ao Instituto de Medicina Legal da Paraíba para se descobrir se a queimadura apresentada pela criança tem relação com a ingestão do suco.
A criança, ainda de acordo com o delegado, não apresentava outros sintomas além da queimadura. “No entanto, pedi para que a mãe fizesse exames no Instituto de Medicina Legal, porque se queimou os lábios, e se essa queimadura foi causada pela ingestão do suco, certamente comprometeu outros órgãos da criança, como o esôfago, por exemplo”, acrescentou.
Apesar disso, através de nota, a Unilever, que tem respondido pela Ades sobre o assunto, comunicou que o problema de qualidade limita-se a 96 unidades de Ades sabor maçã, 1,5 litros, lote AGB25, produzidas na linha TBA3G na fábrica de Pouso Alegre e distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A assessoria informou ainda que já tomou conhecimento do caso paraibano, mas que não há comprovação de que o suco de uva tenha causado problemas.
Primeiro dia de operação

O secretário executivo do Procon estadual disse que, no primeiro dia de operação para a retirada das prateleiras de sucos da marca Ades, foram recolhidos quase 600 litros de suco. “É um número que nós consideramos satisfatório. Com a divulgação da imprensa sobre a determinação da Anvisa para que fossem recolhidas todos os sabores, e não apenas o de maçã, muitos supermercados, os de rede, se anteciparam à nossa visita e recolheram o produto”, disse.

Marcos Santos informou ainda que a operação acontece também nesta quarta-feira. “Porém, vamos nesse segundo dia mudar o foco da nossa operação para garantirmos o bem -estar dos consumidores paraibanos”, declarou.

http://br.noticias.yahoo.com/justi%C3%A7a-determina-mcdonalds-deixe-funcion%C3%A1rios-levar-comida-casa-184700928–finance.html

Teste encontra pelo de roedor em ketchup da marca Heinz vendido no Brasil

                                         
Um teste realizado em diversas marcas de ketchup pela Proteste – Associação de Consumidores identificou pelo de roedor no produto Tomato Ketchup, da marca Heinz, uma das mais tradicionais fabricantes do alimento do mundo, e recentemente comprada pelos brasileiros da 3G Capital junto com a Berkshire Hathaway, do bilionário americano Warren Buffett, num negócio de US$ 28 bilhões. Em razão do resultado, a entidade afirma ter pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a retirada preventiva do mercado do lote 2C30 do produto. Segundo a Proteste, a irregularidade foi detectada por exame microscópico em amostras compradas em supermercado de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, no final do ano passado.


A Proteste informa ter acionado a Anvisa pedindo a retirada do lote do mercado, mesmo antes da conclusão das demais avaliações em outras marcas do alimento, “em função da gravidade dos fatos e do risco imediato à saúde do consumidor”, informou em comunicado. O resultado integral das análises será publicado em breve pela entidade.

De acordo com o órgão de defesa dos direitos do consumidor, “os pelos

encontrados no teste demonstram que o alimento é impróprio para consumo, com forte indício de que haja problemas graves de higiene, além da falta de cuidados mínimos para a fabricação ou acondicionamento do Ketchup Heinz”.

Diante da violação ao Código de Defesa do Consumidor (CDC), à Constituição Federal e à legislação sanitária vigente, a Proteste está solicitando, também, a imediata inspeção na Quero Alimentos, fornecedor importador e distribuidor do produto Heinz vendido no Brasil. Os fornecedores estão sendo notificados dos resultados encontrados no laboratório.
O produto que apresentou problemas de contaminação é de origem mexicana, fabricado pela Delimex. Como é possível que a falha higiênica tenha ocorrido durante a fabricação ou envasamento dos produtos, ainda em território mexicano, a Proteste informou os resultados das análises à Associação de Consumidores do México.
Em 2005, a entidade já havia avaliado l6 marcas de ketchup e identificou cinco produtos impróprios para consumo. Mas somente após cinco anos obteve na Justiça a liberação plena para divulgação do teste que na ocasião foi censurado. Quando isso ocorreu, em 2010, a entidade diz que os lotes dos produtos cujas análises indicaram presença de pelos de roedores, pedaços de penas de ave e ácaros nas embalagens não estavam mais no mercado, pois o prazo de validade já havia expirado.
Procurada para comentar o assunto, a Heinz Brasil, representanda pela Quero Alimentos, questionou, por m,eio de nota, o teste realizado pela entidade e ressaltou que que a “qualidade e a segurança alimentar são primordiais” para a marca.
“Nossa companhia não teve a oportunidade de avaliar o produto em questão ou de validar a precisão do teste do produto. Com base em nossos rigorosos programas de qualidade e segurança temos razões para questionar o teste e não temos nenhuma evidência de problemas de segurança com o produto. Nossos processos produtivos são desenhados para assegurar a mais alta qualidade e segurança para nossos consumidores no Brasil”, afirma no comunicado.
A Anvisa informa que foi notificada pela Proteste sobre o teste na última sexta-feira, mas considerou os laudos da avaliação do produto insatisfatórios. A Anvisa declarou: “na seara de exercício do poder de polícia sanitária, não se mostra legítima a transferência a laboratórios não oficiais das atividades de análises probatórias para subsidiar decisão de polícia administrativa, fato que impede a publicação de Resoluções da Anvisa com base nos laudos insatisfatórios encaminhados pela Associação”.
A Anvisa acionou o órgão de Vigilância Sanitária do estado de Goiás, onde está sediada a Quero, para que “adotem as medidas legais cabíveis para verificar o cumprimento da legislação sanitária vigente, uma vez que as ações na área de alimentos da agência são descentralizadas”, complementou o comunicado. A Anvisa aguarda para esta terça-feira o resultado da avaliação da Vigilância.



http://oglobo.globo.com/defesa-do-consumidor/teste-encontra-pelo-de-roedor-em-ketchup-da-marca-heinz-vendido-no-brasil-7615882